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segunda-feira, 19 de março de 2012

Eu Vou Ler...

Foto: Maiara Alves
Não sei quando, mas lerei:
Antologia Poética - Fernando Pessoa
Poemas Completos de Alberto Caeiro - Heterônimo de Fernando Pessoa
O Profeta - Khalil Gibran
Fui na Saraiva hoje com a intenção de comprar apenas Sentimento do Mundo, de Drummond, mas não tinha e acabei comprando esses três tesouros. Pessoa sou fã desde criança, mais precisamente desde que o Lobato, personagem do Osmar Prado, declamou Poema em Linha Reta no Clone, em 2002. Já Caeiro me apaixonei em 2009, numa aula de literatura no colégio. Gibran conheci em 2009 numa fanfic Robsten e me apaixonei também, comecei a ler no pc mas não dei concluí a leitura.Enfim, são livros de cabeceira, aqueles que podemos e devemos consultar todos os dias pra dar um pouco de alegria à vida e fazê-la mais tolerável.   

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

J. R. Ward - Amante Liberto

Foto: Maiara Alves
Lover Unbound
Autor (a): J. R. Ward
Editora Br: Universo dos Livros
Páginas: 525
Gênero: Literatura Estrangeira/Terror

Sobre: Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, a guerra explode entre vampiros e seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros, defensores de sua raça. O coração gelado de um predador será aquecido mesmo contra a sua vontade... Destemido e brilhante, Vishous, filho de Bloodletter, possui uma maldição destrutiva e a capacidade assustadora de prever o futuro. Criado no campo de guerra de seu pai, ele sofreu maus tratos e abusos físicos e psicológicos. Membro da Irmandade, ele não se interessa por amor nem emoção, apenas pela batalha com a Sociedade Redutora. Mas quando uma lesão mortal faz com que fique sob os cuidados de uma cirurgiã humana, a Dra. Jane Whitcomb, ele é levado a revelar a dor que esconde e a experimentar o verdadeiro prazer de pela primeira vez... Até que o destino, que V. não escolheu, o leva para um futuro do qual Jane não faz parte.

Opinião: Terminei o livro na segunda-feira (19/12), mas fiquei com preguiça de comentar aqui, até agora foi o livro menos empolgante da série. Em Amante Revelado, o quinto do livro da série da Irmandade da Adaga Negra de J. R. Ward acontece a transição de três dos futuros principais novos guerreiros da irmandade, o ritual do Primaz, mais uma relação entre guerreiro e humana e mais segredos revelados sobre a Virgem Escriba.

J. R. Ward fugiu do seu próprio clichê ao quase excluir os redutores desta parte da história, mas teria ousado positivamente se houvesse de verdade uma história entre Vishous e Butch, seria interessante, pra mim pelo menos que tenho uma idéia apenas midiática de homossexualidade. As mocinhas da autora, graças, não são monótonas, até mesmo Marissa e a fêmea de Rhage, que esqueci o nome agora, têm autonomia e poder efetivo sobre seus machos. É, os vampiros da Jessica Bird são animais por isso são tratados como macho e fêmea, não homem e mulher como comumente acontece em outras séries.

Um dos personagens mais interessantes da série é John que, neste livro, finalmente passa por sua transição e está perto de se tornar um guerreiro. John ainda sente falta de Tohr e Wellsie já que ambos preencheram o espaço de pais na vida dele, Wellsie foi morta por redutores e Tohr não suportando a morte de sua Shellan sumiu no mundo – fala sério, por isso que digo que os animais são racionais, não nós. John ainda tem seus amigos e problemas com Lash, uma amizade promissora com Zsadist e uma atração bizarra pela segurança do ZeroSum.

Phury, irmão gêmeo de Zsadist também tem se mostrado um personagem interessante devido às reviravoltas de suas atitudes que, até então, não condiziam com sua personalidade. Phury manteve o celibato até encontrar seu irmão – que era escravo de sangue – e se apaixonar por sua fêmea que está lutando para sobreviver à gravidez. Devido ao grande número de redutores e a escassez de guerreiros pra combatê-los a Virgem Escriba decide que seu filho, Vishous, seja o primaz e reproduza guerreiros junto com as Escolhidas No Outro Lado. Depois de muitos acontecimentos, Phury se oferece como Primaz para não mais ter que conviver com Bella e Zsadist e tentar seguir em frente. Bom, não foi mostrado quase nada do ritual e fiquei pensando como Cormia - que acredito ser a fêmea de Phury - vai lidar com as outras Escolhidas e esse monte de criança, tô ansiosa pra ler Amante Consagrado e ver o que acontecerá com eles.

Este livro não empolgou porque nos outros, pelo menos, houve um enfoque maior no “casal da vez” e neste a autora foi remendando histórias pendentes de outros personagens que acabou por misturar as histórias, fazendo de Jane e Vishous apenas uma das várias histórias contadas e Amante Liberto uma continuação de Amante Desperto e Amante Revelado. Geralmente sou bem holística com as coisas, mas acho que esta série em especial tem que haver rupturas de personagens pra ficarem coerentes com os títulos, as histórias devem ser contadas separadamente dentro do grande conflito da história que, no caso, seria a luta da sobrevivência da raça contra os redutores e a história ainda não contada, em detalhes, da criação de Ômega e da Virgem escriba. 


Quotes

- Os destinos não são escolhidos, eles são cumpridos...
 (pág 51)

- Você é abençoado, não amaldiçoado.
- É mesmo? Experimente viver assim.
- Poder exige sacrifício.

(pág 53)

 No tabuleiro de xadrez de sua miserável vida, as peças estavam alinhadas, a partida havia sido reorganizada. Cara, quantas vezes na vida não conseguimos definir nosso caminho porque ele é decidido sem que possamos escolher?
O livre-arbítrio realmente era história para boi dormir.

(pág 81)

- Ele disse que a esposa dele ficou feliz em vê-lo quando acordou. Sarah está lhe preparando uma canja de galinha.
- Ótimo. Ele precisa de um tempo de descanso. Pena que não vai aproveitá-lo.
- Sim. Ele disse que ela o faria assistir a todos os filmes românticos que eles perderam nos últimos seis meses.
Jane riu.
- Isso vai deixá-lo mais doente.

(pág 88 e 89)

Ele gostaria de ser nobre o suficiente para dizer que se sentia grato por ter conhecido Tohr e Wellsie, mas era mentira. Desejava que nunca os tivesse conhecido. Tê-los perdido era muito mais doloroso do que sentia antes, quando era sozinho.

(pág 121)

- Você acha que ela vai querer ajudá-lo depois de tê-la seqüestrado? O juramento de Hipócrates não cobre essa parte.

(pág 131)

Sim, tudo bem, talvez ela o observasse por um motivo que ia além da vontade de impedir que ele ateasse fogo ao carpete e se queimasse junto: suas costas eram maravilhosas, os músculos grandes, mas ainda assim elegantes, espalhando-se pelos ombros e na extensão de sua coluna. E suas nádegas eram...
Jane cobriu os olhos e só abaixou a mão quando a porta fechou. Depois de tantos anos de medicina e cirurgia, ela conhecia bem a parte do juramento de Hipócrates que diz “não vou flertar com os pacientes”. Principalmente se o paciente em questão for seu seqüestrador. Deus. Ela estava realmente vivendo aquilo?

(pág 183)
- Não quero que você chegue perto desta minha mão. Mesmo que esteja com a luva.
- Por que?...
- Não vou falar sobre isso. Por isso não pergunte.
Ceeerto.
- Ela quase matou uma de minhas enfermeiras, sabia?
- Não me surpreenderia. – Ele olhou para a luva. – Eu a cortaria fora se pudesse.
- Não aconselho isso.
- É claro que não. Você não sabe como é viver com este pesadeloo na ponta do braço.
- Não, quero dizer que eu pediria a outra pessoa que cortasse, se eu fosse você. Assim fica fácil fazer o serviço.

(pág 186)

- Fique bem, Bella.
Quando ele se virou, ela segurou sua mão.
- Obrigada. Por não ter ficado chateado comigo.
Por um momento, ele fingiu que aquele bebê era seu e que ele podia abraçá-la, acompanhá-la ao médico e cuidar dela.

(pág 196)

- Ainda bem que não é um torcedor dos Yankees.
- Não diga essa palavra. Estamos na presença de damas.

(pág 214)

- Não, porque não importa para mim o que você é. Estou contigo independente de você gostar de macho, fêmea ou os dois.
V. olhou nos olhos do melhor amigo e percebeu ... sim, ele não o julgaria. Eles se entendiam independentemente de qualquer outra coisa.
(...)
- Como eu disse, meu amigo, não importa. Você e eu, a mesma coisa de sempre independentemente do que me disser. Mas... se você curtir também uns animais, aí sim vai ser difícil. Não sei se consigo lidar com isso.

(pág 226)

- Você teria sido uma grande guerreira, sabia?
- Eu sou... a morte é minha inimiga.
- Sim, eu sei. – Deus, fazia muito sentido o fato de ele ter se aproximado dela. Jane era uma guerreira... como ele. – Seu bisturi é a sua adaga.
- Sim.

(pág 279)

- Não quero que você vá – ela sussurrou, com lágrimas embargadas.
Ele colocou a mão sem luva no rosto dela e sentiu a maciez e o calor de sua pele. Sabia que quando saísse dali, deixaria seu coração com ela. Sim, algo bateria atrás de suas costelas para manter o sangue em circulação, mas seria apenas uma função mecânica a partir daquele momento.
(...)
- Eu te amo. E vou continuar amando mesmo depois de você não saber que eu existo.

(pág 342 e 343)

- Não me importa que você estava armado. Na verdade, quero que você sempre carregue uma arma quando for ao ZeroSum.
John olhou para o irmão, assustado. Mas é contra as regras.
- Tenho cara de quem se preocupa com essas drogas?
John esboçou um sorriso. Não muito.

(pág 349)

- Um livro fechado não altera a tinta em suas páginas. O que é, é.

(pág 363)

- Estava? Estava? Meu Deus, não acredito que você não me quer mais! – Ele jogou um braço diante dos olhos, fazendo drama. – Meus sonhos para o nosso futuro acabam de ser arruinados...
- Para com isso, tira.
Butch olhou por cima do braço.
- está brincando? O reality show que planejei seria fantástico. Duas mordidas são melhores que uma. Íamos ganhar milhões.
- Caramba, cala a boca...

(pág 383 e 384)

Assim que ele saísse, iria para a casa de Jane e faria coisas românticas. Ainda não sabia o quê, talvez levasse flores ou qualquer outra coisa. Bem, as flores a instalação do sistema de segurança. Afinal, nada demonstrava mais amor do que uma parafernália de detectores de movimentos.

(pág 459)

Abrir mão era aceitar o que não podia ser mudado. Você não pode se segurar na esperança de que algo mudará os acontecimentos... também não deve lutar contra as forças superiores do destino para tentar moldá-las ao seu desejo... e nem implorar por salvação por achar que sabe como as coisas podem ficar melhores. Abrir mão significa olhar o que está na sua frente com olhos lúcidos, reconhecendo que a livre escolha é a exceção, e o destino, a regra.

(pág 491)

domingo, 23 de outubro de 2011

Alyson Nöel - Estrela da Noite


Night Star
Autor(a): Alyson Nöel
Editora Br: Intrínseca
Páginas: 248
Gênero: Literatura Estrangeira/Romance

About: Certa de que Ever é responsável pela morte de Roman, Haven está determinada a destruí-la. Seu primeiro passo é separá-la de Damen, e, para isso, conta com a arma ideal: um segredo terrível sobre suas vidas passadas, que lançará uma nova luz sobre o relacionamento de Ever e Jude. Obrigada a enfrentar seus maiores medos com relação ao companheiro que escolheu para a eternidade, Ever é lançada em um combate mortal contra Haven, que poderá significar a destruição de todos. É chegado o momento de se questionar: para sobreviver, ela seria mesmo capaz de condenar Haven à escuridão de Shadowland? E será que todo o seu futuro com Damen poderia mesmo depender de uma revelação do passado?

Opinião: A série tem todos os elementos pra se tornar um livro um pouco mais ''sério'' se não fosse o público que a autora visou. Os dramas adolescentes poderiam ser substituídos por algo universal, como problemas no meio familiar, por exemplo; as temáticas: imortalidade, espiritualidade, "boas" ou ''más'' ações seriam mais interessantes de se ler, tal como a Stephenie Meyer fez em The Host. Enfim, parece que enfim o último obstáculo para o "felizes para sempre" de Ever e Damen foi tirado do caminho.

Quero ler Infinito por curiosidade, depois da autora nos enrolar com 5 livros quero ver o fim da história de Ever e Damen - e Jude, coitadinho. Não vou ''cuspir no prato que comi'', adorei ler a série quando não tinha algo melhor pra fazer ou quando queria fugir da realidade, na verdade ele é ótimo pra isso! Tem umas frases legais também, mas, além das questões espirituais, uma das poucas coisas, na minha atual opinião, que sua leitura pode nos acrescentar é um estudo inconsciente de ortografia, gramática e produção textual haha. 

Mas gostei, Damen continua lindo, continuo com pena de Jude e com vontade de ir à Summerland. Ah sim, e Haven morreu - ô menininha chata! Não sei quando vou poder ler Infinito e espero que a Alyson Nöel tenha publicado nele a fórmula da juventude e do suco vermelho, só pra gente se iludir um pouquinho haha.

Quotes:


- O propósito da reencarnação é vivenciar o máximo possível de vidas diferemtes - (...) - É assim que aprendemos as lições mais importantes sobre amor e compaixão, ao nos colocarmos literalmente no lugar do outro, que, no final, se torna o nosso lugar. 
- Achei que tivesse dito que o propósito fosse equilibrar nosso carma.
(...)
- Nós desenvolvemos nosso carma pelas escolhas que fazemos, pela rapidez ou pela lentidão com que aprendemos as lições que realmente importam no mundo, pela velocidade com que nos entregamos à verdadeira finalidade de estarmos aqui.
- E qual é? - (...) - Qual é a verdadeira finalidade?
- Amarmos uns aos outros - (...) - Nem mais, nem menos. Parece bastante simples, fácil de fazer. Mas basta olhar nossa história, incluindo a cena que acabamos de ver, e acho que parece claro que é uma lição difícil para muitas pessoas. 

(pág 20 e 21)


- Ever, se aprendi alguma lição em meus seiscentos anos de vida, é que as pessoas odeiam mudanças quase tanto quanto odeiam que suas crenças sejam desafiadas. 

(pág 29)


O universo não é tão caótico quanto parece.
Há um motivo definido para tudo.

(pág 68)


- Depois de ir a Summerland e de ver Lina, bem, acho que teria que ser muito maluco para querer ficar aqui. Para escolher uma estada extralonga em um mundo tão imperfeito, cheio de ódio, quando há algo muito melhor esperando depois da curva, por assim dizer.

(pág 95)


Sei que os desejos nem sempre se realizam do modo que queremos, mas, se a gente acreditar e mantiver a mente aberta, há uma chance muito boa de que se concretizem de alguma forma. Mesmo sem ter percebido na hora, foi exatamente o que minha estrela da noite fez por mim.

(pág 168 e 169)

domingo, 16 de outubro de 2011

Eu Vou Ler...


Não resisti e comprei. Adoro o Rick Riordan e, desde quando soube que o livro ia ser publicado aqui no Brasil, disse que ia me controlar e que não iria comprá-lo; minha resistência acabou ontem e assim que acabar de ler Estrela da Noite vou devorá-lo independente de seminários e resultados de provas, haha. Sim, eu li A Pirâmide Vermelha, em maio; mas li muito rápido e hoje, depois de ter estudado Egito Antigo, pretendo reler e aproveitá-lo melhor.

Rick Riordan - O Herói Perdido

Lauren Kate - Paixão

Passion
Autor(a): Lauren Kate
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Gênero: Literatura Estrangeira/Romance

About: Antes que Luce e Daniel se conhecessem na Sword & Cross e tivessem lutado contra Imortais e Párias, eles viveram muitas vidas. O amor de Luce por Daniel é mais forte do que tudo, exceto, talvez, pela necessidade de saber mais sobre a história dos dois e as razões por trás da maldição que atormenta suas vidas. Levada por um impulso irracional, Luce se arrisca ao mergulhar em um Anunciador e começa a atravessar os séculos. Ao encontrar versões passadas de si mesma e de Daniel, vai recolhendo pistas que podem ajudá-la a compreender seu destino.

Opinião: Ninguém faz idéia do quão libertador foi ler esse livro; digo, desde agosto só leio coisas chatas e por obrigação. Bom, não sei se por eu estar há algum tempo sem ler o que realmente gosto ou se a autora simplesmente se superou do quase fiasco de Tormenta, prefiro acreditar que a Lauren Kate voltou ao ritmo de Fallen. Paixão respondeu às muitas dúvidas que os leitorem têm desde do início da série, coisas como o processo de encarnação e reencarnação de Luce, a relação de Daniel e Cam, o que, além de Luce, levou Daniel e os outros caírem, entre outros. 

Em Fallen e Tormenta eu não conseguia imaginar os Anunciadores como sombras, na verdade eu os imaginava meio que como os Dementadores de HP, haha; em Paixão ficou muito mais claro, pra mim, sua verdadeira forma. Deve ser o máximo ter, em nossa timeline, nossos próprios Anunciadores e poder voltar à vidas passadas e poder, de alguma forma, poder mudar o passado e alterar o presente e o futuro. Mais interessante ainda seria se vivéssemos, em outras vidas, em lugares onde a História estava acontecendo... a proprósito: ou Luce é muito azarenta ou sua vida, desde o início, está/estava destinada a presenciar guerras, céus haha, a menina esteve na Itália fascista, na Segunda Guerra Mundial em Moscou e até nas guerras da Antigüidade haha, fala sério. 

Confesso que esperava algo como, em alguma vida, Luce descobrir que seu destino era Cam - ou pelo menos em algumas vidas. Na verdade ainda não entendi, e não ficou claro, a relação dela com Cam; a autora se perdeu e a relação dela (Luce) com ele (Cam) ficou incoerente se formos analisar os três livros. Deu pra entender porque Luce não explodiu ao ver a alma e a glória de Daniel, desta vez. Gostei, agora é só aguardar o desfecho da história, no próximo livro (qual o nome mesmo? haha).

Quotes:

Se, a princípio, nos desencontrarmos, não desanimes.
Se não me achares aqui, procura-me ali;
em algum lugar estarei esperando por ti.
Walt Whitman 
(pág. 9)

Era algo tão apaixonado que Luce corou; tão íntimo que ela não pôde respirar; tão lindo que não conseguiu desviar o olhar. Nem por um segundo.
(pág. 38)
Assistir a tudo isso desse novo ponto de vista proporcionou uma estranha clareza ao relacionamento deles. Era maravilhoso, mas tragicamente míope. Será que Daniel realmente amava Lucinda, e vice-versa, ou aquilo era apenas um ciclo do qual eles não conseguiam se libertar?
(pág. 137)

- Livre-arbítrio - Cam deu de ombros. - Está muito na moda ultimamente.
(Pág 183)

- Deixe de ser tão etnocêntrica. Isso significa pensar que sua cultura é superior às outras.
(pág. 252)

- Você me encontrou - sussurrou ela.
- Sempre.
(pág. 368)

sábado, 1 de outubro de 2011

Eu Vou Ler...


Confesso que tenho vontade de jogar tudo pra cima e voltar a ler meus livros insignificantes - fantasiosos que me fazem viajar e me tiram totalmente da realidade. Se levarmos a vida tão a sério não vivemos, o mundo é tão horrível que só a ficção pra nos fazer aturá-lo. Bom, acho que só vou ter tempo mesmo em dezembro (ai, dezembro... sempre foi minha época preferida) então em dezembro escrevo minha opinião aqui... acho que minha retrospectiva literária 2011 vai ser bem chata, só vou falar dos textos chatos que tive que ler da faculdade hahaha.

Lauren Kate - Paixão
Alyson Noël - Estrela da Noite
J. R. Ward - Amante Liberto

sábado, 20 de agosto de 2011

Eu Vou Ler...



Demônios, vampiros, lobos, imortais, anjos caídos, híbridos, espíritos, e etc... não me pertencem mais. Agora só tenho tempo pra livros, filmes e revistas de História, Educação, Filosofia e Sociologia (e alguns romances, não sou tão CDF assim hahaha). Leio vários capítulos de, no mínimo, 4 livros diferentes na semana - no momento estou lendo o máximo que posso de Frei Vicente do Salvador, Gabriel Soares e Souza e Rocha Pitta. Os livros são enormes e bastante cansativos, mããããs tenho que (tentar) lê-los. Vou tentar terminar A Mulher do Viajante no Tempo essa semana, tava com saudade de Henry e Clare.

Crime e Castigo comprei faz um bom tempo, mais precisamente dia 05/07, como estava sem tempo vou postar com os outros que comprei essa semana. De baixo pra cima:


Lima Barreto - Os Bruzundangas
Nicolau Maquiavel - O Príncipe
Fiódor Dostoiévski - Crime e Castigo
Plutarco - Alexandre e César
Fiódor Dostoiévski - O Jogador
Fiódor Dostoiévski - Noites Brancas


Em breve resenhas :D

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ally Condie - Destino

 NO FUTURO, A SOCIEDADE ESCOLHE:

ONDE VOCÊ MORA. O QUE VOCÊ COME. ONDE VOCÊ TRABALHA.
COMO VOCÊ SE DIVERTE. COM QUEM VOCÊ SE CASA.
QUANDO VOCÊ MORRE.
Matched
Autor(a): Ally Condie
Editora Br: Suma de Letras
Páginas: 238
Gênero: Literatura Estrangeira, Romance 


Sinopse:
Na distopia criada pela autora, o futuro parece muito tranquilo. Os indivíduos têm acesso à educação, emprego e todo o bem-estar que um governo pode proporcionar - as ruas são extremamente limpas e organizadas e os meios de transporte são moderníssimos. Mas é esse mesmo governo, a quem todos chamam agora de Sociedade, é que decide onde se deve morar, o que comer, onde trabalhar, como se divertir, com quem se casar e quando se deve morrer.
"Quando penso sobre de onde veio a idéia para este livro, tenho que dar todos os méritos ao meu marido", revela a autora. "Nós estávamos tendo uma conversa sobre casamento, e ele perguntou: e se o governo pudesse decidir com quem as pessoas deveriam casar, e se este sistema fosse realmente excelente? E então nós começamos a falar sobre a idéia das pessoas serem divididas por pares."
Em "Destino", primeiro livro de uma trilogia, a protagonista Cassia tem absoluta confiança nas escolhas que a Sociedade lhe reserva. Ter o futuro definido pelo sistema é um preço aparentemente pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável e pela escolha do companheiro perfeito para formar uma família. Como a maioria das meninas, aos 17 anos, ela já está pronta para conhecer seu Par. Após o anúncio oficial, a menina sente-se mais segura do que nunca. Romântica, sonhava há anos com o momento do Banquete do Par, a cerimônia em que a Sociedade aponta aos jovens com quem irão casar. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander - bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.
Na cerimônia, Cassia recebe um microcartão onde estão armazenadas todas as informações que precisa saber sobre seu futuro marido. Mas ao inseri-lo no terminal de sua casa, tem uma grande surpresa: a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo. É Ky Markham, um antigo vizinho, quem ela vê. Neste instante, o mundo de certezas absolutas que conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão.
A partir deste momento, a autora cria um clima de angústia e expectativa em função da culpa que a adolescente sente por estar se desviando do que a Sociedade espera. Ao contrário de outras obras de ficção científica, o livro não é centrado em cenas de ação. "O universo de Destino foi inspirado em uma série de pequenas experiências ao longo de minha vida. Coisas aparentemente simples, mas que me marcaram de forma profunda, como aquela conversa com meu marido sobre o futuro e o meu baile de formatura. E outras coisas ainda mais genéricas, como a sensação de se apaixonar ou ter o primeiro filho. Acho que o meu livro é diferente das obras do mesmo gênero exatamente por estar centrado em questões mais introspectivas."

Opinião:
No futuro? É meio complicado falar disso, ninguém tem prova concreta e você corre o risco de ser chamado de lunático quando diz que somos controlados por pessoas/sociedades que por sua vez controlam governos e mídias. Há vários sites, blogs e videos no YouTube que contam diversas teorias, é difícil de acreditar em algumas (ou como dizem: somos educados a pensar que tudo não passa de ficção, que essas coisas só acontecem em livros e filmes) delas, mas se você observar bem por quê que depois de tanta tecnologia, tanta evolução, nós, seres humanos, temos regredido tanto? Por que consumimos coisas desnecessárias? Por que nos alimentamos mal? Por que não evoluímos no "sentido humano" (alma)? Por que tanta violência? Por que...? Por que...? São muitas as perguntas que pode nos fazer parar pra pensar e começar a entender que sim, de alguma forma e pra algum propósito nós somos manipulados. 

Não vou falar de nenhuma dessas teorias, não sei o que é verdade e o que é mentira, só sei que tudo é possível e não devemos duvidar de nada, descartar nenhuma hipótese por mais insana que pareça ser. O próximo livro que lerei será 1984 do George Orwell, comprei mês passado mas só vou começar hoje, e embora eu saiba a excência questiono: será que o(esses) autor(autores) descreveu uma sociedade tão distante da nossa, será que não temos um grande irmão que nos vigia, dita as regras pro "nosso bem"? O pior disso tudo não é a desconfiança, é desconfiar, ignorar, abrir um livro e dar de cara com essa  realidade - eu daria tudo pra voltar a pensar que é tudo ficção porque é realmente assustador.

O livro... 

No futuro imaginado por Ally Condie a Sociedade (governo) tem controle sobre absolutamente tudo: alimentação, estudos, trabalho, música, obras de arte, poemas, livros, casamento e morte. A alimentação e casamento são monitorados para que cada vez mais pessoas saudáveis nasçam, o par perfeito é designado a partir de combinações perfeitas/quase-perfeitas de genes e a alimentação é 100% saudável (não existe qualquer distúrbio alimentar ou doenças causadas pela falta ou excesso de comida). Todas as músicas, livros e poemas foram reduzidos a 100: houve uma seleção dos 100 melhores poemas, 100 canções, 100 livros... essa seleção para a redução de obras foram justificadas com o "excesso de informação" que as sociedades anteriores à ela (nós ou nossos filhos e netos) vinham sofrendo e as doenças conseqüentes à esse excesso. O trabalho é designado de acordo a sua ''capacidade'': um trabalho de observação e seleção que funcionários específicos fazem com base na observação e na coleta constante de dados sobre as pessoas. A morte é perfeita: sem dor, aos 80 anos, ao redor da família, sua comida preferida e, se não cometer infrações, com o direito de nascer de novo num futuro próximo a partir da coleta de DNA.

O leitor começa a descobrir tudo isso ao mesmo tempo que Cássia, uma adolescente que acabou de fazer 17 anos e conseqüente conheceu seu par, que por "sorte" foi o seu melhor amigo Xande. Cássia mora num bairro perfeito, tem os pais perfeitos, o par perfeito, um irmão não tão perfeito assim (irmãos são sempre pentelhos), até quando, por curiosidade, abre o microcartão que devia conter apenas os dados de Xande e vê o rosto de Ky - uma aberração que não tem o direito de ter um par. Cássia começa a se apaixonar por Ky e começa a ver que a sociedade em que vive não é tão perfeita quanto parece e após uma série de atitudes consideráveis para 'anotações' é "convidada" a se retirar de Oria e, aparentemente, a sua busca por Ky e sua luta contra a sociedade começa (no próximo livro, haha).

Além das teorias que citei no início do texto (até quando eu leio acho loucura) há vários detalhes interessantes pra observarmos e o que mais me chamou atenção foi a tecnologia que, se pararmos pra pensar, não destoa muito da nossa realidade: ELES NÃO SABEM ESCREVER! Digo, não gramaticalmente falando, mas à mão. Eles não escrevem à mão, apenas nos Escrevinhadores - seria uma espécie de máquina de escrever + computador, só que mais simples e portátil, a autora não descreve bem, mas pelo que entendi é mais ou menos isso. Isso acontece hoje, não? As redes sociais ''acabaram'' (eu acho que apenas evidenciou o descaso com a educação) com a gramática e a tecnologia nos forçou - pela falta de tempo, agilidade, busca constante de informação, "agregação" de conhecimento e uma outra série de coisas -, a não viver sem isso: "é muito mais rápido digitar do que escrever" FATO. O Word faz tudo por nós: corrige erros de gramática, ortografia, separar sílabas... gente, no papel eu nem sei mais como separar sílabas, sério. Detesto papel e caneta, minha escrita flui muito mais no Word pela facilidade de escrever > ler > revisar > apagar > ler de novo e pela segurança que a máquina me dá com o português. 

Enfim, esse livro dá muitos tópicos de conversa, perguntas e pesquisas. É interessante, mas é só mais uma ''histórinha'' com base em outras ''histórionas'', é apenas mais do mesmo. De mais do mesmo eu prefiro a série Feios de Scott Westerfeld, a excência é a mesma, porém com emoção, suspense e um pouco de aventura.

Quotes:
É estranho como nos agarramos a pedaços do passado enquanto aguardamos por nossos futuros.
(Pág. 12)

Como podemos apreciar qualquer coisa por completo quando somos sobrecarregados por coisas demais?
(Pág. 23)

A cada minuto que você passa com alguém, você entrega a outra pessoa uma parte da sua vida e toma um pouco da dela. 
(Pág. 45)

- Não fica chato? - A voz límpida da mulher que canta a canção se ergue sobre nós. - Já ouvimos as Cem Canções tantas vezes. 
-Às vezes são diferentes - diz Ky.
- São diferentes quando você está diferente.
(Pág. 100)

Só porque eu sonhei com aquilo, não significa que seja verdade.
(Pág. 105)

Ele não tinha palavras para mim. Por que eu deveria dar as minhas para ele?
(Pág. 125)

Eu costumava achar graça do desprezo mal disfarçado que o Oficial sente por nós. Hoje, eu o entendo. Sinto desprezo quando penso em como subimos nossas pequenas colinas quando os Oficiais mandam. Em como entregamos nossos bens mais preciosos quando pedem. Em como jamais, jamais, protestamos.
(Pág. 139)

- As palavras não são tranqüilas - diz Ky.
- Eu sei.
- Então por que elas fazem eu me sentir calmo? - pergunta Ky, espantado. - Não compreendo.
(...)
- Acho que é porque quando nós ouvimos elas, sabemos que não somos as únicas pessoas a se sentirem assim.
(Pág. 141 e 142)

Lembro das palavras e dos desenhos de Ky e percebo que nenhum lugar é completamente bom. Nenhum lugar é completamente mau. Andei pensando em termos absolutos. Primeiro, acreditava que nossa Sociedade era perfeita. Na noite em que vieram buscar nossos artefatos, acreditei que era perversa. Agora simplesmente não sei o que dizer.
(Pág. 155)

Uma coisa é fazer uma escolha, outra é nunca ter a chance. Sinto uma solidão fria e aguda dentro de mim. Como seria ser só? Saber que nunca poderia ter outra escolha?
(Pág. 158)

E quando me encontrar e perguntar o que estou fazendo, vou dizer a ela e a todo mundo o que eu sei: estão nos dando pedaços da vida real em vez da coisa inteira. E vou dizer a ela que não quero minha vida em amostras e retalhos. Uma provinha de tudo, mas uma refeição de nada.
Aperfeiçoaram a arte de nos dar só a liberdade suficiente. Suficiente para que, quando estamos a ponto de morder, nos ofereçam um ossinho e então rolemos, de barriga para cima, à vontade e saciados...
(Pág. 163)

Será que o poeta sabia como tinha sorte, por ter palavras tão lindas e ter um lugar para colocá-las e guardá-las?
(Pág. 179)

Por que algumas coisas são mais fáceis de escrever do que de dizer?
(Pág. 181)

É um equilíbrio delicado, dizer a verdade: o quanto dividir, o quanto guardar, que verdades ferem mas não arruínam, quis aquelas que criam feridas profundas demais para sarar.
(Pág. 233)


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Lisa McMann - Gone


Gone foi muito mais fácil de ler do que Wake e Fade, acho que por estar um pouco mais familiarizada com o estilo da Lisa McMann. A impressão que eu tive foi que ela dividiu a história em três partes: Wake, a apresentação, Fade o clímax e Gone o desfecho da história. EU daria muito mais crédito à autora se ela tivesse feito um só livro, e acredito que muita gente pensa assim também, mas a culpa deve ser da editora dela, enfim. 

Fiquei feliz por Janie ter encontrado o pai e saber que ele não a tinha abandonado, a pior dor do mundo é a de ser rejeitada. Cabe é um fofo, sério, eu imagino muito o Keegan Allen quando ele está reconfortando a Janie... e Janie pra mim continua sendo a Miley, não tem jeito. Bom, o que mais me chamou atenção foi o Morton's Fork - "refere-se a uma escolha entre duas alternativas igualmente agradáveis, trata-se de um dilema. Também pode ser duas linhas de raciocínio que levam à mesma conclusão desagradável. Algo como 'entre a cruz e a espada'." N.T. Achei isso o máximo, essa expressão. Nunca tinha ouvido falar e adorei, eu não sei se só eu e a Janie vivem esse dilema, mas é bom saber que 'isso' tem nome, haha.

Não tenho muito o que falar sobre o livro não, é uma história triste(?) e estranhamente verdadeira, não pela parte de apanhar sonhos, mas as circunstâncias nas quais os personagens são submetidos. Não é nenhum conto de fadas, e em momento algum o livro me fez viajar, só me fez pensar que tem gente em um Monrton's Fork bem crítico. 

- Estou acendendo o fogo com minha mente, fritando o bacon com meus pensamentos mais negros e crocantes. E você achou que tinha uma habilidade especial. Pense duas vezes, senhorita.
(pág. 14 e 15)

Talvez seja mais fácil consertar corações partidos do que mãos e olhos.
(pág. 46)

Porque, com a pessoa certa, às vezes, beijar parece que vai curar.
(pág. 60)

Então, eles decidem. Decidem decidir a cada dia que passa o que virá pela frente. 
Sem compromissos. Sem grandes planos. Só a vida, a cada dia. 
(pág 191)

sábado, 16 de abril de 2011

Scott Westerfeld - Especiais


Ai, como eu amo essa série! Livro é um universo paralelo, uma nova dimensão onde absolutamente tudo pode acontecer e é possível, adoro livros e filmes que mostram um modo alternativo de viver. A série Feios aborda mais que uma nova dimensão, é tudo tão real e, felizmente, tão fácil de imaginar que qualquer desequilibrado (eu) rezaria pra que o mundo fosse realmente assim já que o mundo em que a gente vive é insuportavelmente entediante.

Confesso que eu esperava um pouco mais de Especiais já que Perfeitos foi totalmente borbulhante. Primeiramente não gostei muito de Tally ter sido transformada em especial, ou como é explicado em Especiais: uma cortadora. A impressão que deu foi que ela estava destinada a procurar eternamente pela cura - sendo que ela mesma podia se curar de tudo, sozinha, - fugir sempre e de alguma forma voltar às salas de cirurgia e começar tudo de novo. Em Especiais, ela se tornou uma cortadora, uma Especial dos especiais da Dra. Cable que resolveu criá-los após a revolução que Tally, Shay, Zane e alguns outros Crims criaram tentando se libertar da transformação em Perfeitos e da tentativa de fuga para a Fumaça. Os Cortadores têm toda liberdade em Nova Perfeição e em toda a cidade, o grupo é liderado por Shay e a missão deles é identificar enfumaçados infiltrados entre os Feios, os enfumaçados por sua vez tentam levar os feios para a Nova Fumaça (livrando-os então da cirurgia que os tornam perfeitos e alienados) e entregar pílulas de cura em Nova Perfeição. Zane, que teve sérios danos cerebrais causados pela ingestão da pílula de cura errada, está melhor, porém sua coordenação motora não foi estabilizada, entre outras coisas. Tally, com o sentimento de culpa e por achá-lo medíocre por ainda ser perfeito, quer que Zane se transforme em Especial para poderem ficar juntos e que ele possa ser curado de vez, então ela e Shay invadem o arsenal da cidade para a Dra. Cable pensar que Zane foi o responsável, fato que o tornaria sagaz e possivelmente resultaria na sua transformação em um Cortador Especial.

Como sempre, as coisas não acontecem como o planejado pra ninguém, nem nos livros caramba! e Tally acaba causando uma grande confusão e ajudando bastante na revolução do fascinante mundo de Scott Westerfeld. Após Tally e Shay invadirem o arsenal da cidade em busca de uma arma que libertaria Zane e possivelmente resultaria em sua transformação em Cortador, ambas acabam fugindo e sem querer, após uma série de fatos, acabam indo parar em Diego, uma cidade onde o governo aceita o Novo Sistema, ou melhor, Diego é a nova fumaça. Os Enfumaçados não residem mais no mato, ou nas ruínas dos enferrujados, mas nessa nova cidade que acolhe fugitivos de várias outras cidades, não controlam mentes e a moda é bem diferente da cidade de Tally. Bom, acontece mais uma série de fatos e Tally volta pra sua cidade, injeta a cura na Dra. Cable e logo após é presa novamente e quase sofre uma nova cirurgia, não fosse uma ajudinha básica que recebeu de... da Dra. Cable! Fiquei super surpresa, jurava que era David. Dra. Cable venceu a cura - nunca duvidei disso - e fez um discurso quase emocionante pra Tally. 

Tally continua especial e vai atrás de David, ambos não conseguem viver em cidades - Tally por ser uma Especial e especiais são criados pra viverem na natureza e David por nunca ter vivido em uma cidade, seu hábitat é mesmo a Fumaça, ruínas enferrujadas e a natureza em si. O mundo vem sofrendo uma transformação "mentes borbulhantes prestes a serem libertadas, e todas as cidades que vão finalmente despertar", mas esse novo mundo tem Tally e David como guardiões, ambos estão prontos para uma circunstância especial se essas novas mentes libertas resolverem derrubar árvores, represar rios, expandir suas cidades na natureza, etc. 

Vou só fazer um resumo do livro mesmo, quando Extras for publicado farei uma conclusão sobre a série. Algumas passagens e quotes:

Como Shay sempre dizia no treinamento, os avoados entendiam tudo errado: não importava a aparência da pessoa, e sim como ela se comportava como ela se via. Força e reflexos representavam apenas um aspecto da questão - Shay simplesmente sabia que era especial e, por isso mesmo, ela era. Os demais representavam apenas papéis de parede, um cenário fora de foco, um zumbido sem sentido, até que Shay jogasse a própria luz sobre eles.

- Você sente saudade da época em que era perfeita, Shay-la? - perguntou Tally. Elas só passaram alguns meses juntas no paraíso borbulhante antes que a situação ficasse complicada. - Foi meio divertido.
- Foi falso - respondeu Shay. - Eu prefiro ter um cérebro.
Tally suspirou. Não dava para discordar, mas ter um cérebro às vezes era motivo de tanto sofrimento.

A cidade cria os perfeitos do jeito que são para que sejam felizes e deixem o planeta em paz. Nós fomos transformadas em Especiais para enxergar o mundo de uma maneira tão perfeita que sua beleza quase dói e, assim sendo, para não deixarmos que a humanidade o destrua novamente.

Como alguém governaria uma cidade onde todo mundo fosse um Crim? Em vez de a maioria das pessoas seguir as regras, a população estaria sempre roubando e armando truques. Será que esse atos não evoluiriam para crimes de verdade, para violência sem sentido e até mesmo assassinatos, como na época dos Enferrujados?

Andrew Simpson Smith não era como a massa de feios e perfeitos como olhar bovino da cidade, as pessoas que não eram Especiais. Viver no mato o tornava igual a ela: um caçador, um guerreiro, um sobrevivente. Com as cicatrizes de dezenas de lutas e acidentes, ele quase parecia com um Cortador.

Essa era a principal lição que se aprendia no mato: nada era confiável, nem o próprio jantar. Não era como a vida na cidade, onde todas as quinas haviam sido arrendondadas, em que todas as varandas eram equipadas com um campo de força caso a pessoa caísse, e aonde a comida nunca vinha fervendo. 

- Eu realmente achei que você tinha mudado. Mas continua a mesma feia egoísta que sempre foi. É isso que é surpreendente sobre você, Tally. Mesmo a Dra. Cable e seus cirurgiões não têm a menor chance contra o seu ego.

A Nova Fumaça não era um acampamento qualquer escondido no mato, onde as pessoas cagavam em buracos no chão, comiam coelhos mortos e queimavam madeira como combustível. A Nova Fumaça estava bem ali, espalhada debaixo dela. 
Uma cidade havia se juntado à rebelião.

- Antes de virmos para cá, nós, Cortadores, conhecíamos o plano da Dra. Cable - disse Tachs. - Ela não quer destruir Diego, e sim transformá-la em uma cidade igual à nossa: rígida e controlada, onde todo mundo é um avoado.
- Quando a situação virar um caos - acrescentou Shay -, ela virá aqui assumir o controle.
- Mas as cidades não conquistam umas às outras! - disse Tally.
- Geralmente, não, Tally, mas não percebeu? - Shay virou para os destroços ainda em chamas da Prefeitura. - Fugitivos à solta, o Novo Sistema fora de controle, e agora o governo em ruínas... isto é uma Circusntância Especial.

Ela e Shay haviam começado aquela guerra estúpida, afinal. Pessoas normais e saudáveis não fariam uma coisa assim, fariam?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Hannah Howell - A Vidente


Estamos no século XVIII, na Inglaterra georgina... bastou eu ler isso na sinopse e ver o laço fofo que fecha o livro pra eu comprar e morrer de vontade de ler - e futuramente me decepcionar. Jane Austen, Brontë e inúmeros outros autores e filmes têm como o interior da Inglaterra os cenários perfeitos para as suas trágicas, doces e perfeitas histórias de amor, luta, coragem, vingança, etc. É claro que, quando você estuda História, você vê que a era medieval e todos os anos em que se passam as nossas histórias preferidas não são tão românticos como autores, diretores e roteiristas fazem parecer. Na verdade os nossos mocinhos - e vilões - queridos não fazem uma boa higiene pessoal e possuem hábitos estranhos e nojentos desde a antiguidade até o dia de hoje, certo Mr Pattinson e Brit Pack? Então é bom nos contentarmos com os homens daqui e pararmos de sonhar com Mr Darcy, Heathcliff e companhia limitada. 

Esse é o primeiro livro da Hannah Howell que leio, na orelha do livro consta que ela possue diversos best-sellers dentre os mais de 20 livros publicados e, longe de mim julgar, mas como ela conseguiu isso? Na orelha ainda diz "uma história eletrizante que combina suspense e romance até as últimas páginas." Como? O desfecho é revelado antes dos fatos acontecerem, a narrativa é muita lenta e desnecessariamente detalhada e Chloe é tão insuportavelmente perfeita que me dá náuseas, ela é tipo Paulina sabe? A "mulher ideal", e Beatrice que tinha tudo pra ser uma boa Paola não tem suas maldades descritas como todo bom autor faz com seus vilões. O clímax mais chato do que final de novela, todo mundo sabia que Arthur ia acabar morrendo e Chloe, Julian e Anthony viveriam felizes para sempre, como coelhos. WTF? "como coelhos"? Quem fala assim? Leo foi o único personagem digno do livro, ou o menos chato, como preferir.   

Bom, a sinopse e a capa me enganaram muito, e só por causa da criatividade da editora de ter feito uma capa decente pra esse livro de banca não vou considerá-lo o pior dos piores. Repito, só por causa da capa e do laço fofo:


As poucas quotes, na verdade eu ainda não acredito que consegui achar alguma citação que valesse a pena  destacar:

- Eu sempre soube que estávamos certas, que era o destino e que não poderíamos mudá-lo por nada. Sentirei a sua falta, mas, de verdade, não sofra por mim. Eu estarei feliz.
(pág 7)

- Você disse que eu tinha um muro muito forte, impossível de transpor. 
- Às vezes até mesmo os muros mais intransponíveis acabam mostrando algumas rachaduras. Uma fenda nas defesas.
(pág 53)

-Às vezes o melhor é muito irritante.
(pág 76)

- Por que eu deveria dar uma resposta sem nunca ter ouvido uma pergunta?
(pág 100)


É, não devemos nunca julgar um livro pela capa só porque é bonita não significa que o conteúdo seja bom, e isso vale na vida também.

Eu vou ler...


Consumista compulsiva de livros! Bom, mesmo tendo livros em espera  eu continuo comprando livros porque fazer compras é sempre bom e eu não agüento ficar sem comprar livros, adoro ficar esperando o cara da Saraiva com aquele pacote quase feio - se não fosse o conteúdo - geralmente nas terças-feira, qualquer barulhinho no portão e eu penso logo que é ele haha. Os livros que eu gosto sempre acabam virando série, tipo, os autores não poderiam contar a história num livro só? Não. Eles tinham que contar a história em 4, 5 livros só pra você ficar dependente e ter que comprar todos, o que acontece no caso de Especiais - mas eu AMO a série Feios, é o meu segundo livro preferido. Por falar em livros-que-viram-série eu tô há anos esperando The Soul que a S. M. parece ter abandonado *chora*. Em breve farei um post falando dos meus livros preferidos. Também vou tentar não comprar mais nenhum livro esse mês, porque né, eu não pago mais meia passagem e eu tenho que guardar dinheiro pra ver  Red Riding Hood e Water For Elephants.

De baixo pra cima:

1984 - George Orwell
Destino - Ally Condie
Especiais - Scott Westerfeld

Vou terminar A Vidente e começar Especiais ainda hoje, não tô agüentando a curiosidade.
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