segunda-feira, 14 de março de 2011

Becca Fitzpatrick - Crescendo


Crescendo: a torturante seqüência de Sussurro.
Era o que devia estar escrito na capa, mas não... a sempre tão sábia Intrínseca vacilou feio ao publicar essa série.

Eu não sei se eu estou mais exigente ou se a Becca Fitzpatrick é ruim mesmo, fica a questão. Eu comecei a ler esse livro desde que terminei Água Para Elefantes (há quase 2 semanas) e penei muito pra terminar, eu pensei em parar de ler de vez, li Amante Revelado e como eu não sou de abandonar livro eu decidi - chorando - terminar esse abençoado.

Nora é super ultra master melodramática, não sei como as pessoas tem coragem de falar mal de Isabella Swan quando se tem Nora Grey tão insegura (ou mais), infantil, chata e irritante. Fica muito claro o esforço da autora em transformar Patch e Nora em algo mágico como Bella e Edward (esse casal sim, tem muita magia, falo sério). Só eu achei nada a ver o término deles dois? Muito forçado, ou a Nora é mais mala do que parece ou a Becca Fitzpatrick é uma péssima autora mesmo - nesse caso: os dois! Os fatos são atropelados, lento e muito repetitivo. Eu também perdi a noção do tempo, a autora não deixa muito claro, só entendi que o livro se passa nas férias de Nora. 

O único ponto positivo: o final. Gostei do final, a autora podia ser eficiente como foi no final durante o livro todo né? Provavelmente lerei o próximo livro da série, só por curiosidade, mas quando ele sair eu não vou nem lembrar mais o que aconteceu nesse haha.

Poucas quotes:

- Como planeja me matar? - desdenhou Marcie. - Sentando em cima de mim?

- Não faça eu me arrepender disso - falei, sem fôlego.
- Você nunca se arrependeu de mim.

Eu sonhava com o dia em que não precisaria mais que Vee me levasse de um lado para o outro.
Mas não tanto quanto sonhava com o dia em que esqueceria Patch.

- Já ouvi. Blá-blá-blá. Provavelmente, Patch é traficante de drogas. Não. Provavelmente, ele vende armas e Rixon banca a mula, contrabandeando armas de graça e arriscando o próprio pescoço.

Um estranho silêncio se acomodou nas sombras e percebi que o relógio de parede havia parado de bater. Os ponteiros ficaram congelados sobre os seis e o doze, parados no momento em que Patch foi embora para sempre.

- Não é só porque passou que fica fácil de esquecer.

sábado, 12 de março de 2011

Marcus Baldini - Bruna Surfistinha


Não é o filme que eu pagaria pra ver, nem de filme nacional eu gosto e até eu começar a entender o psicológico da Raquel eu me perguntei "o que estou fazendo aqui? Até o filme do Justin Bieber é mais 'assistível'." É, mas eu tava na sala 08 e na sala 08 passava a história-daquela-mulher-que-se-prostituia-porque-gostava. Bom, era o que eu pensava até ver o filme.

O filme não é sobre a prostituta mais famosa do Brasil, é sobre uma menina instrospectiva e aparentemente deslocada que se descobre uma mulher sexy e capaz de tudo. Raquel não tem nada demais, nenhum atrativo: é um pouco desastrada, nada sensual, pensa que é rejeitada pelos pais adotivos e é pressionada o tempo inteiro pelo irmão adotivo. Então ela foge de casa, por orgulho, pra se autoafirmar, pra se conhecer. Bom, eu acho que ninguém precisa ir para um prostíbulo pra se conhecer, mas... Raquel deixa de ser Raquel e se torna Bruna, o primeiro cliente se apaixona por ela e ela se descobre bonita, sexy e desejável "a garota mais popular da escola" como ela mesma diz. Ela vai ganhando clientes e numa boate conhece Carol (acho que era Carol o nome dela, não lembro), esta abre as portas e mostra à Bruna um novo mundo. Bruna então cria o blog e começa a contar o seu cotidiano, depois de um tempo ela começa a falar dos clientes, e é aí que a fama dela começa. Os clientes se multiplicam, ela se descobre amada e querida pelos leitores "uma celebridade", ela diz. Nesse novo mundo ela ainda tem como cliente o primeiro, o Hudson, o cara que parece apaixonado por ela, ele a quer pra ele, mas ela escolhe continuar com a vida de clientes vip's e extravagâncias. Depois vem as drogas, Raquel se vicia, perde clientes e decai: se prostitui apenas pra comprar droga: cliente e pó, pó e cliente, cliente e pó, pó e cliente... até a overdose. Depois da overdose o Hudson reaparece, sua redenção e ela diz seu verdadeiro nome pra ele, que até então ela mantia oculto sempre que ele perguntava.

Filmes nacionais tem como característica cenas de sexo, o que eu detesto. Não o sexo, mas a vulgaridade com que ele é mostrado nas produções nacionais. Os filmes estrangeiros são bons até nisso, vide The Last Tango in Paris, Unfaithful e outros. No filme tem muita cena de sexo, quanto mais baixo o nível dos clientes "mais explícito" é o sexo, já com os clientes vip's só vemos close-up's da Débora. O filme tinha tudo pra ser considerado bom - é bom, se você fizer uma análise psicológica e comportamental da Raquel. Se o filme fosse estrangeiro exploraria mais o psicológico, o cenário seria com certeza mais sujo, a decadência da Bruna seria mais dramática, a cidade seria Nova York, Londres ou Berlin e a Bruna seria interpretada pela Natalie Portman ou Evan Rachel Wood. A Débora tava ótima, a trilha sonora e a fotografia também, mas... continuarei evitando filmes nacionais, muito obrigada.



Trailer


sexta-feira, 11 de março de 2011

Eu vou ler...


Eu decidi arquivar os livros que estão "na espera" aqui no blog, só pra eu manter o foco (não me distrair e lembrar que eu tenho realmente o que fazer, haha). Bom, tenho livros na estante que comprei há meses e não tive tempo de ler (Diário de Uma Paixão), tenho livros que comprei há mais de um ano e desisti de ler (um minibox de Aghata Christie) e tenho livro que comecei a ler e não consegui sair da página 90 (Reunião Sombria, Diários do Vampiro 4). 

Tirando Diário de Uma Paixão que eu ganhei em Dezembro, todos foram comprados em Fevereiro e estão "na espera" ansiosíssimos para que eu os leia haha. De baixo pra cima:

Laurentino Gomes - 1808
Harlan Coben - Cilada
Rick Riordan - A Pirâmide Vermelha
Lili St Crow - Strange Angels
Hannah Howell - A Vidente
Nicholas Sparks - Diário de Uma Paixão
José Saramago - A Caverna
Jack Kerouac - On The Road
Douglas Adams - O Guia do Mochileiro das Galáxias
Douglas Adams - O Restaurante no Fim do Universo
Douglas Adams - A vida, o Universo e Tudo Mais
Douglas Adams - Até logo, e Obrigado pelos Peixes
Douglas Adams - Praticamente Inofensiva
Becca Fitzpatrick - Crescendo (já estou lendo, mas ainda não terminei)
Audrey Niffenegger - A Mulher do Viajante no Tempo


Ufa, 15... bom, vou ali terminar Crescendo.

J. R. Ward - Amante Revelado



Demorei um pouquinho pra terminar, é que quando não se tem compromissos a gente acaba se distraindo com muita freqüência. Não gostei muito desse livro não, acho que foi o que eu menos gostei da série até agora. A J. R. Ward é ótima, mas depois do 3º livro se espera que ela mude pelo menos o padrão, mas não, continua a mesma coisa dos outros livros, a única diferença, obviamente, é que um outro casal protagoniza a história: Butch e Marissa.

Adivinha quem eu imaginei como Butch? É, Clive Owen.

Eu detestei Marissa nos outros livros e, agora que pude conhecer mais a personagem passei a compreender o porque dela ser "chata", acho que foi um pré-conceito meu mesmo. Butch eu sempre gostei (pelo que me lembro) e gostei de conhecer mais dele e da sua história. É um livro de ficção e eu tenho plena consciência disso, mas achei fantasioso e fake demais terem transformado Bucth em vampiro, muito sem noção e um pouco sem criatividade por parte da autora, me desapontei um pouco com a Jessica, e sem querer difamar ninguém eu acho que isso não foi idéia dela, deve ter o dedo de algum agente literário ou editor nisso, certeza.

Eu quase parei de ler quando vi que o Sr X não tava morto, sério, uma das coisas que mais amei foi ele ter morrido em Amante Desperto e agora a J. R. Ward o ressucita? Fala sério, eu não agüentei e pulei todas as partes dele - falo mesmo. Eu não tinha me ligado muito em John nos outros livros não, mas agora a história dele me parece bem interessante e não vejo a hora do livro dele chegar, tô bem ansiosa pra transição dele e tenho a impressão de que ele vai ser o novo Hollywood da Irmandade haha. O próximo livro é Amante Liberto e conta a história de Vishous, confesso que eu não gostei, preferiria que fosse o de Phury ou Thor, ou até mesmo John já que ele está perto da transição. Bom, eu acho que o próximo é o de Vishous porque a autora quer dar um final feliz pra ele também, já que a vez de Butch já foi e seria estranho ver V. sem uma fêmea, acho que ele ia continuar tendo alucinações com Bucth hahaha.

A capa é um pouco diferente pessoalmente, o material quero dizer. Eu postei aqui em Dezembro a capa e achei linda quando vi, mas pessoalmente é um pouco estranha, o material é o mesmo de Strange Angels da Lili St. Crow (comprei em Fevereiro, tá na pilha pra eu ler), não gostei muito não. Ficaria melhor se fosse como as outras, só com aquele plástico simples, enfim. Não achei muitas quotes, eu não se eu que estou mais exigente ou se a autora decaiu, mas só achei essas poucas citações interessantes (ou digna de postar):


- Você é meu único amigo. Nunca meu inimigo.

Queria dizer algo inteligente e carinhoso, para começar bem. Mas não sabia o quê.
Por isso, disse com sua típica falta de delicadeza:
- Amo você.

Wrath abriu um amplo sorriso, com as presas muito brancas.
- Como está... primo?
Butch franziu a testa.
- O quê...?
- Você tem um pouco de mim em você, tira - Wrath sorriu ao colocar os óculos de novo. - É claro que eu sempre soube que você era da realeza. Só não sabia que era da parte boa.

O problema era que... era gostoso fazer parte de um grupo. Ele sempre quisera ter amigos. Não muitos. Mas poucas e fortes... amizades.
Daquelas que se podia confiar até a morte. Como Irmãos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Keira Knightley como Anna Karenina? Are you serious?


 Eu fiquei dois dias mais ou menos sem internet  - uma das maldições do carnaval -, e conseqüentemente eu fiquei cega, surda e muda. Estamos tão acostumados com esse meio de comunicação e informação tão incrível, que, dois dias longe dele te faz cego, surdo e mudo: você não vê o mundo, não entende do que as pessoas estão falando e não sabe o que falar. É mais ou menos assim (na verdade pior, bem pior) o meu estado quando fico sem internet. Bom, eis que abro os sites de notícias, fofocas, cinema, variedades e etc. pra me atualizar e me deparo no JustJared: Keira Knightley To Star In 'Anna Karenina'?

Isso é sério? Sério, sério mesmo? Porque eu não tô conseguindo acreditar. E pra me deixar mais louca ainda no post ainda diz que o filme vai ser dirigido por ninguém menos que Joe Wright. E eu pergunto no sotaque britânico mais fofo do mundo: Are you serious? Até agora eu não tô acreditando. Só Deus sabe como eu adoro a Keira e como eu acho a composição e a estética do Joe Wright incrível. Só meus irmãos sabem a quantidade de vezes que assistido Pride and Prejudice e, não muito menos, Atonement.

Parece que são apenas rumores, mas vou torcer muito pra que seja confirmado. Ah, enquanto ao livro eu ainda não o li. Não por falta de vontade, apenas tenho outras prioridades literárias (na verdade, uma pilha de mais de 15 livros desde Fevereiro na minha estante me esperando). Mas antes do filme ser lançado - na última hora como sempre -, eu o lerei.

sábado, 5 de março de 2011

Sam Mendes - Revolutionary Road


Mais uma vez eu me pergunto: por que não vi esse filme antes? Ai ai.

Quando se é jovem nos sentimos a pessoa mais importante e especial do mundo, e quando alguém (o mala) desfaz de algum ato nosso, imediatamente pensamos: você não sabe quem eu sou, o mundo ainda não sabe quem eu sou e do que sou capaz. Isso já aconteceu, acontece e ainda acontecerá com todo mundo. Ou pelo menos àqueles que têm alguma veia artística. Eu não consigo imaginar outros atores senão Kate e Leo para esses personagens, o casal que na minha infância eram as pessoas mais lindas do mundo estavam tão perto e tão distantes da imagem que minha mente hoje ainda infantil tinha. Os olhos eram os mesmos, os de Kate para com Leo pelo menos. Os Wheeler podiam ser qualquer pessoa, as expectativas de April podiam ser de qualquer ser humano que sonha e a "covardia" de Frank foi apenas interpretada errada, ou o meu ponto de vista é outro, acredito que ele foi apenas realista com os fatos, ou April teve a idéia certa na hora errada, não sei.

Em algum momento eu lembrei de American Beauty, a ilusão da casa perfeita + família perfeita tão clichê na idealização dos estadunidenses, digo, é o que vejo na sessão da tarde, as dificuldades que aparecem na vida deles é: o filho que quer que o cachorro durma dentro de casa, ou um agente policial disfarçado de vovó cheinha que "invade" a casa pra descobrir as falcatruas do chefe da família, ou a esposa que gasta dinheiro demais, enfim, o resto é aparentemente perfeito e, assim como American Beauty, Revolutionary Road mostra que um casal jovem e divertido que mora na casa mais perfeita da rua e têm filhos adoráveis não são tão felizes quanto a cultura estadunidense faz parecer que é. A única ponte entre American Beauty e Revolutionary Road é Sam Mendes que, se eu não tivesse pesquisado na wikipédia, diria que a história tinha sido escrita por ele. 

O personagem de Michael Shannon é o mais interessante, é como se ele fosse o grito da consciência do casal, aquela voz que todos nós temos: que nos diz a verdade que sabemos e não queremos ouvir. E por dizer a verdade April e Frank, como qualquer ser humano "normal", se irritam e procuram alguém pra pôr a culpa do fato "por que que as coisas não saem do jeito que eu quero e por que que a minha vida não é de tal jeito?". A pergunta é: Os Wheeler são de fato perfeitos e não conseguem enxergar que eles são tudo aquilo que almejaram ser ou são de fato iguais a todo mundo, não têm nada de especial? 

Não quero falar muito sobre a história, só quero deixar arquivado aqui que senti a mesma coisa quando vi American Beauty: fiquei extasiada, parada vendo os créditos enquanto não pensava em absolutamente nada, na verdade só agora escrevendo é que comecei a refletir, e cara, eu adoro filmes que me deixam em êxtase e depois causam um turbilhão de emoções e uma corrente criativa e reflexiva de pensamentos. Acho que é esse o sentimento que esses dois filmes me causam: correntes de pensamentos reflexivo e criativos. I LOVE IT, LOVE - esse é o John gritando. 

Não tem quotes no fim do post, se houvesse eu tinha que escrever todo o roteiro aqui.


Trailer


sexta-feira, 4 de março de 2011

Trailer - Water for Elephants ²

Trailer nooovo de WFE *-*, muito lindo e me deixou mais ansiosa ainda pro filme. Espero que seja lançamento mundial, os filmes demoram meses pra sair aqui no Brasil. 





Vi muita coisa diferente do livro aí, como assim Marlena e Jacob pulam do trem? E August? Ele não morre? Oh, céus.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Edward Zwick - Love and Other Drugs


O filme não é nada daquilo que a gente vê no trailer, quer dizer, não  é apenas sobre Jake Gyllenhaal ser o pegador e vender viagra - só vi isso no trailer - e, uma moça bonita que por alguma razão cruzou o caminho do gostosão. É mais precisamente sobre o amor, apenas isso: amor e o que nós fazemos em nome do amor. Confesso que eu não sabia que pessoas jovens podiam ter parkinsonismo e foi bom saber, foi bom também ver um filme com público popular abordar essa tema, tenho certeza que eu e outras pessoas sabem bem pouco da doença. Jake Gyllenhaal é tão hot, sexy e cutie *-*, sério, gamo muito nele. E o Jamiecomo namorado é o cara mais fofo do mundo, ele não se importou com a doença da Maggie, fez de tudo pra ajudá-la e no final largou o emprego dos sonhos pra ficar perto dela e até voltou a estudar medicina. Fala sério, tem como não amar? Eu ri muito também quando ele tomou viagra e ficou com o membro duro por horas, o mais engraçado mesmo foi o irmão pegando no pênis dele pensando ser a marcha: choreeei de rir.

Teve muitas quotes boas durante o filme, mas eu tava com preguiça de anotar. Só anotei a última, a mais perfeita.

- Eu me preocupava bastante com o que queria ser quando crescesse. Quanto ganharia ou se me tornaria alguém importante. Às vezes as coisas que você mais quer não acontecem. E às vezes, as coisas que você jamais esperaria acontecem... você encontra milhares de pessoas e nenhuma delas te tocam. E então encontra uma pessoa e sua vida muda. Para sempre.


Trailer


terça-feira, 1 de março de 2011

Sara Gruen - Água Para Elefantes



Eu sabia que a Sextante ia lançar o livro com a capa do filme devido ao fato do livro estar esgotado desde o início do ano nas livrarias, mas mesmo assim eu comprei porque não estava mais agüentando de curiosidade e ansiedade, fora o desespero de ler logo por causa da estréia do filme. Ai, que livro gostoso de ler, anteontem eu sentei no sofá e li mais de duzentas páginas de uma vez só, terminei ontem chorando e louca pra ver o Rob como o Jacob. Eu não consegui imaginar a Reese como Marlena, pelo menos a caracterização não foi justa, eu imaginei a Marlena bem jovem e fizeram a Marlena parecer um pouco mais madura. Jacob é divertidíssimo, ri muito com ele velhinho. Christoph Waltz é perfeito pra interpretar o August, sério, nunca vi um ator se encaixar tão bem num personagem quanto ele. 

A história é linda de triste, digo isso por Camel e Walter, chorei com eles. Confesso que quando as pessoas diziam que havia uma tragédia na história eu imaginava que o circo pegava fogo e todos, menos Jacob e alguns personagens não tão importantes, morreriam - August e Marlena também, e Rosie. Mas não, Jacob se dá bem no final, ele consegue Marlena, fica com Rosie, vive uma vida feliz, passa mais alguns anos no circo e fim, só se dá mal na velhice e mesmo assim no final ele volta pro circo. Na minha cabeça o circo seria só uma vaga lembrança, algo que tinha acontecido na sua juventude e se tornou uma "história pra contar pros netos". Vendo o trailer, aparentemente ele não está no asilo, então meu palpite é que ele conta o que viveu pro neto ou filho mais velho; acho que ficaria legal se ele contasse pro filho mais velho que ele não era seu pai verdadeiro, e sim August, e nisso mostrasse como conheceu a mãe e tal, porque assim: Jacob não sabia contar desde jovem, porque Marlena não podia estar grávida dele, eles não tinham tanto tempo juntos. Não tem quem me tire da cabeça que aquela criança não seja do August, mas vai saber né.

É lindo, divertido, doce, engraçado... um pouco triste, mas no final vale muito a pena. Fiz 14 marcações, e o que não falta são citações interessantes.


- Eu costumava levar água para os elefantes - diz McGuinty.
- Não, você não levava - digo.
- Como é que é? - diz ele.
- Você não levava água para os elefantes.
- Claro que eu levava.
- Não, não levava.
- Você está me chamando de mentiroso? - diz ele, devagar.
- Se você diz que levava água para os elefantes, sim, estou chamando você de mentiroso.

- Temos talvez um terço da qualidade do Ringling. Você já sabe que Marlena não é nenhuma princesa Romena. E Lucinda? Não chega nem perto dos 400 quilos. Uns 200, no máximo. E você acha mesmo que a tatuagem de Frank Otto foi feita por furiosos caçadores em Bornéu? Claro que não. Ele era um anotador de apostas no Esquadrão Voador, trabalhou nisso por nove anos. E você quer saber o que Tio Al fez quando o hipopótamo morreu? Ele trocou a água do bicho por formol e continuou a exibi-lo. Durante duas semanas viajamos com um hipopótamo em conserva. É tudo ilusão, Jacob, e não há nada de errado nisso. É o que as pessoas querem de nós. É o que elas esperam. 

Mesmo quando olho direto nos olhos leitosos e azuis no espelho, não me encontro mais. Quando deixei de ser eu?

Ela continua a apontar. piscando para mim seus olhos muito próximos um do outro. As feições são côncavas, a cara parece um prato grande com uma franja avermelhada. É a coisa mais terrível e mais bela que já vi.
O orangotango-fêmea envolve a minha mão com seus dedos compridos e depois a solta. Então se senta nas ancas e descasca a laranja.
Olho assombrado. Ela estava me agradecendo.

- Que diabo está acontecendo com vocês esta manhã? Eu devia mandar todos embora. Pete não quer fazer o que tem que fazer e você primeiro desaparece e depois me vem com uma cena romântica entre você e o elefante. Onde está a porra do gancho.

Eu o odeio. Eu o odeio por ele ser tão bruto. Odeio estar submisso a ele. Odeio estar apaixonado por sua mulher e sentir algo muito parecido com isso pela elefanta. E, acima de tudo, odeio ter decepcionado as duas. Não sei se Rosie é inteligente o suficiente para me relacionar ao castigo que recebeu e me pergunto por que não fiz nada para impedi-lo, mas estou relacionado e não fiz nada. 

Quando é que as pessoas vão aprender que, só porque se consegue fabricar alguma coisa, isso não significa que se deva fabricá-la?

- Às vezes, quando envelhecemos, e não estou falando do senhor, estou falando em geral, porque cada um de nós envelhece de modo diferente, as coisas em que pensamos e que desejamos começam a nos parecer reais. E, então, acreditamos nelas, e antes que nos demos conta, elas começam a fazer parte da nossa história, e se alguém discorda de nós, dizendo que essas coisas não são verdade... bem, nós nos sentimos ofendidos. Porque não nos lembramos mais da primeira parte da história. Só sabemos que nos chamaram de mentirosos.

Isso nunca vai acontecer. Ele a ama mais do que a própria vida - claro que ela sabe disso. Ele não entende o que lhe aconteceu. E vai fazer de tudo para que façam as pazes. Ela é uma deusa, uma rainha, e ele é só uma poça de remorsos miserável. Será que ela não vê como ele está arrependido? Ela está querendo torturá-lo? Não tem coração?

- Quando duas pessoas nascem para ficar juntas, elas ficarão juntas. É o destino.

Olho fixamente no olho da elefanta. Rosie, por favor. Entenda o que está acontecendo aqui. Por favor.
- Qual é o nome dela? - pergunta Dick, olhando para mim por sobre o ombro. 
- Gertrudes.

Meu Deus. Não só estou desempregado e sem teto como tenho uma mulher grávida, uma cachorra enlutada, uma elefanta e 11 cavalos para cuidar.

- Foi uma coisa séria, realmente. Lembro como se fosse ontem. Puxa vida! Lembro-me disso até melhor que ontem.

Rick Riordan - Percy Jackson e A Batalha do Labirinto



Foi o que eu menos gostei até agora. Quando li a sinopse e vi que eles iam ter que entrar no labirinto de Dédalo achei o máximo e não via a hora de terminar A Maldição do Titã pra ver como Annabeth, Grover e Percy se sairiam nessa  missão. Me decepcionei um pouco, na verdade essa é uma opinião muito pessoal, veja bem, eu detesto cenas de luta: é uma tortura vê-las em filmes, só com muuito efeito especial pra se tornar “assistível” (ex: HP) e lê-las é mais que uma tortura, é a morte, é morar pra sempre no Tártaro pra mim.  A prova disso é que eu leio livros muito rápido, no máximo dois dias e tô há mais de 3 semanas (ou desde que terminei a Maldição do Titã) enrolando pra ler a Batalha do Labirinto, foi muito difícil terminar.

Eu nem tenho muito que falar sobre o livro já que eu só lia duas páginas por dia e olhe lá, eu mal lembro o que aconteceu. Só lembro que Dédalo teve que se matar pro labirinto ser destruído, Luke não é mais Luke: é Cronos agora. Nico fez as pases com Percy, Rachel teve que ir junto com a trupe pro labirinto, pois eles precisavam de uma mortal pra guiá-los e de certo monstro com 50 mãos. Na verdade isso é muito bizarro, por isso que não saiu da minha memória. Bom, pelo que eu vi o Último Olimpiano vai ser tão torturante pra mim quanto A Batalha do Labirinto foi devido as abomináveis lutas que sei acontecerão. Espero que Annabeth se resolva logo com Percy e que Rick Riordan esteja tão engraçadinho quanto esteve na Maldição do Titã, eu não me lembro de ter rido na Batalha do Labirinto.

Quotes:

- Não seja mal-educado. Os centímanos têm cinqüenta rostos diferentes. 
- Deve ser difícil fazer a foto de fim de ano na escola - eu disse.

- Sim - ela respondeu. - Apresente seu enigma. 
- São vinte enigmas, na verdade! - disse a Esfinge com alegria.
- O quê? Mas antigamente...
- Ah, elevamos nossos padrões! Para passar, você precisa mostrar proficiência em todos os vinte. Não é ótimo? 

- A genialidade não é desculpa para o mal, Percy.
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