domingo, 16 de outubro de 2011

The Vampire Diaries, 3x05 - The Reckoning


Acompanho TVD desde o início, desde 2009 e se eu dissesse que sei em que ano a série se passa ou em que contexto estaria mentindo. Só sei que Elena tem 18 anos por causa da big festa de aniversário que foi mostrada no primeiro episódio da temporada, se não diria uns 22. Damon e Stefan também não faço idéia, só quando foram transformados, por Katherine, em vampiros na época das guerras civis estadunidenses: mil e oitocentos e alguma coisa. Fiquei surpresa por todos ainda estarem na escola, na verdade desde a 2ª temporada me pergunto onde está escola - além de estar servindo de cenário pra escola de Secret Circle haha. Ou pelo menos o primeiro dia de aula em que Stefan aparece, pra quem não lembra, é a mesma escola que hoje Cassie e Adam descobrem estar apaixonados. Bom, não vou procurar entender a cronologia de The Vampire Diaries porque já tenho coisas demais na cabeça pra lembrar, lembrar disso é totalmente desnecessário, afinal são 49 episódios até hoje: basta eu me lembrar dos fatos.

Já disse que tô adorando essa temporada? Pois é. Não vejo a hora de ver o 3x06. O episódio de hoje foi um pouco fraquinho no quesito prender atenção, o suspense foi bom, mas Damon não estava nele, então não foi tão interessante ficar sem sua presença e seu adorável senso de humor enquanto Klaus prendia Elena e transformava Tyler em híbrido. Respondeu muitas questões e mostrou algumas soluções: Stefan voltou pro lado negro, Damon voltou de vez pra Mystic Falls e pro lado de Elena (GO DELENA!), finalmente soubemos quem é Mikael (quais a surpresas que ele nos dará? hein? hein? tô com saudade de Elijah...). Parece que Katherine não serve pra outra coisa além de nos responder questões como essas, ou Jeremy, ou Matt... TVD já foi melhor nesse quesito, quando torcíamos para que os coadjuvantes não fossem apenas coadjuvantes. 

Pelo que vi na promo, Delena juntos *-*, parece que momentos fofos (estamos com uma séria abstinência!) estão por vir: OWWWWN. E Delena? Tá próximo? Pensamentos positivos (yn)!

Promo 3x06


Catherine Hardwicke - Red Riding Hood


Red Riding Hood
Direção: Catherine Hardwicke
Ano: 2011
Gênero: Romance/Suspense
Elenco: Amanda Seyfried, Shiloh Fernandez, Max Irons, Gary Oldman, Virginia Madsen, Billy Burke, Lukas Haas, Julie Christie  

Sinopse: Idade Média. Valerie (Amanda Seyfried) é uma jovem que vive em um vilarejo aterrorizado por um lobisomem. Ela é apaixonada por Peter (Shiloh Fernandes), mas seus pais querem que se case com Henry (Max Irons), um homem rico. Diante da situação, Valerie e Peter planejam fugir. Só que os planos do casal vão por água abaixo quando a irmã mais velha de Valerie é assassinada pelo lobisomem que ronda a região.

Opinião: Como sempre os críticos e o público detestaram e como sempre adorei. Achei criativo transformar todos, inclusive a indefesa vovó, em suspeitos de aterrorizarem o vilarejo. Não sei qual o contexto em que se passa a história original, mas a Idade Média possue a atmosfera perfeita para a releitura do clássico infantil. Porque sério, em que outra época a chapéuzinho ficaria dividida entre o lenhador e o ferreiro? Ou o cristão obsessivo, tão típico e tão presente na Idade das Trevas, apareceria de uma forma irônica e cômica como o suposto salvador da pequena vila? 

O filme é bem mais interessante que o roteiro/livro, intencionalmente, é claro; mas mesmo assim superou minhas expectativas. Não sei se gostei por causa da Catherine Hardwicke ter dirigido e sua visão do roteiro me lembrar meu querido Twilight, ou se é a minha paixão por ''cultura pop'' mesmo, ou a culpa é do Sholoh Fernandez... enfim, gostei e pronto. A fotografia não me atrai muito, mas gostei muito da ''coloração'', do contraste que a neve permite - o que foi a capa vermelha na neve? Lindo! Coisas de pseudofotógrafo haha. Descobri que não gosto da Amanda Seyfried, mas admito que temos os mesmos gostos pois ela está quase sempre protagonizando os filmes que gosto de ver (novembro tem o quê? In Time \o/). O Max Irons passou quase que abatino no filme, talvez por conta do personagem; mas imagina ele de dreadlocks como o Jude em uma versão cinematográfica da série Imortais da Alyson Nöel, seria perfeito! Billy Burke me surpreendeu bastante, e se saiu muito melhor do que como chefe da pacata cidade de Forks, não? Ou seu personagem se destacou mais - na verdade tenho que ver Fracture (Um Crime de Mestre) pra julgá-lo, antes de qualquer coisa. 

Trailer 

 


sábado, 8 de outubro de 2011

The Vampire Diaries, 3x04 - Disturbing Behavior


SEM AR! Estou sem ar com esse episódio. Sempre soube que Stefan era banana demais pra enganar Elena, quem dirá Klaus. Sempre soube também que Elena finalmente tá dando atenção pro Damon, só se nega a pensar assim. E Deus, porque fui falar da Bonnie? A bruxa - literalmente - apareceu!Numa escala de 0 a 10 eu dou 7 pro suspense desse episódio... 9 pro final bombástico haha. Rebekah não toca o terror como Klaus, na verdade só Klaus e Damon sabem aterrorizar como vampiros (ou no caso de Klaus, híbrido).

Ainda bem que, finalmente, o mistério de Anna e Jeremy parece ter sido decifrado, é um porre ver assombração e não saber o que a assombração quer, é tedioso até pra uma série com coisas sobrenaturais. Outro porre que não aguentava mais era Klaus e Stefan; Stefan na verdade, que voltou a ser chato. Quem me surpreendeu nesse episódio foi Kat procurando parceiro pro crime, a SSP Mundial devia temer por Kat e Damon juntos, falo sério. Surpreendeu também saber que Klaus e os originais estavam fugindo de alguém... quem será o caçador? Por um momento pensei que fosse o pai de Caroline.

Agora que Damon, aparentemente, fugiu com Kat tá difícil vermos algum momento fofo Delena, certo? Tenso é que parece que o Klaus e Rebekah pegaram Elexa, xi....

Promo 3x05


Cecília Amado - Capitães da Areia


Capitães da Areia
Direção: Cecília Amado
Ano: 2011
Gênero: Drama
Elenco: Jean Luis Amorim, Ana Graciela, Robério Lima, Paulo Abade, Israel Gouvêa, Ana Cecília, Marinho Gonçalves, Jussilene Santana

Sinopse: Bahia de Todos os Santos, nos anos 50. Um grupo de menores abandonados que incomodam a sociedade são conhecidos como ‘Capitães da Areia’. Pedro Bala (Jean Luis Amorim) é o líder, considerado o pior dos bandidos, mas não passa de um adolescente livre. Junto dos outros meninos, ele executa pequenos furtos a mansões, trapaceia na jogatina com os marujos e deseja as mulheres. Apenas meninos faziam parte deste grupo até a chegada de Dora (Ana Graciela), que ficou órfã após perder os pais que pegaram varíola. Ela mexe com a vida dos meninos e Pedro logo se apaixona. Professor (Roberio Lima), que é o braço direito de Pedro, é muito tímido e inexperiente, mas acaba também desejando Dora. O inevitável triângulo amoroso é formado e juntos vão descobrindo o amor.

Opinião: Fui educada pela televisão, fato que explica minha aversão a produtos nacionais. Filmes? Hollywoodianos. Novelas? Mexicanas. Música? As tops da MTV e canais de música. Livros? Estrangeiros. Meus livros, filmes e séries preferidas são estrangeiras. Até minhas disciplinas favoritas na faculdade são estrangeiras, não suporto História do Brasil, enfim, dá pra contar no dedo (ou não) as poucas coisas nacionais de que gosto. Não é preconceito, desde criança percebi que os filmes hollywoodianos tem qualidade e conteúdo melhor que os nacionais, e imagem/capa, pra criança é tudo. O fato é que, por causa de uma série de coisas que levaram à mim e às outras crianças a serem educadas pela televisão, tivemos como conseqüência uma "identidade" criada a partir disso, assim como a nigeriana Chimamanda Adichie, ela resume tudo o que tô querendo dizer. Bom, os Capitães da Areia são a minha realidade, vejo meninos como eles todos os dias e sei mais ou menos porque eles estão ali, os culpados e quem poderia tirá-los dessa situação; todos nós sabemos, mas não fazemos nada, ou melhor, fazemos sim: vamos ao cinema ver o que está bem ali fora, pertinho da gente.

A fotografia é razoável, não gostei muito não, ou melhor não faz meu tipo haha. Da trilha esperava muito mais, pelo que vi no trailer. Dos atores não vou falar nada, apenas que tava na cara que o pessoal decorou, parecia peça de colégio haha; mas vou dar um desconto já que eles não são atores de verdade. A "Dora" e o "Professor" têm futuro, foram os que se saíram melhor. A morte de Dora e o triângulo com Professor e Pedro emocionaram. Acho que se eu lesse o livro me emocionaria mais e conheceria mais afundo a história, e se eu escrevesse algo tão positivamente prestigiado eu poderia criticar, não é mesmo? Hahaha.

O filme é muito bonito, nunca li Jorge Amado por preconceito mesmo, acho sua obra vulgar e os filmes nacionais mais vulgares ainda. Lembro que meus professores de português do colégio diziam que tínhamos que parar de pensar desse jeito e para ler as obras pra vermos que não é bem assim... e até essa "vulgaridade" hoje entendo porque haha. Vou parar de "falar mal"... então, o filme é muito bonito, mesmo. Bem real, real demais e em outros tempos isso teria incomodado demais uma superfã do Ultra-Romantismo como eu, mas Jorge Amado também não romantizou os meninos de rua? Professor, Sem-Pernas, Dora, Pedro Bala e outros que não lembro o nome me cativaram, de verdade, no filme. Mas se os encontrar na rua vou rezar pra não ser assaltada, acho que vai ser difícil mudar minha mentalidade, afinal eu já construí uma "identidade" em cima do que aprendi nos filmes e livros estrangeiros.


Trailer



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Will Gluck - Friends with Benefits


Friends with Benefits
Direção: Will Gluck
Ano: 2011
Gênero: Comédia/Romance
Elenco: Mila Kunis, Justin Timberlake, Patricia Clarkson, Jenna Elfman, Bryan Greenberg, Richard Jenkins, Woody Harrelson, Emma Stone, Andy Samberg 

Sinopse: Uma jovem recrutadora de Nova York convence um cliente em potencial a deixar seu emprego em São Francisco para trás e aceitar um emprego na Big Apple. Apesar de haver uma atração mútua, ambos percebem que tudo de que eles estão fugindo é de um relacionamento e decidem se tornar amigos... com benefícios. É o arranjo perfeito – até que eles percebem que não há nada melhor do que estar amarrado.

Opinião: Cumpriu com todas as minhas expectativas: ri demaaaais. É mais comédia que romance, diferente, como disseram, dos outros filmes do genêro - até metade do filme. Na outra metade é igualzinho aos outros. Amei a Mila Kunis em Black Swan, acho que ela se tornou uma das minhas atrizes preferidas de cara; a diferença de sua personagem comparando com as mocinhas de outras comédias românticas é que a Jamie é bem pé no chão, divertida - ela é daquele tipo de mulher que poderia se passar pelo melhor amigo do namorado/noivo/marido invés de apenas sua parceira. O que a Jamie tem de real o Dylan tem de fictício: ele é simplesmente fofo demaaaais, amigo demaaaais, compreensivo demaaaais, perfeito demaaais, cute cute demaaais e blábláblá: a lista é grande! O Justin é bom como ator, mas eu o prefiro como cantor atuando apenas nos clipes.



Muito mais presença, não? Talvez tenha sido o personagem, enfim, Justin volte a cantar, please! Deixe os papéis bobos de mocinho de comédia romântica para o péssimo Gerard Butler. Adorei mesmo o filme, pretendo ver de novo ainda essa semana só pra rir do Dylan espirrando hahaha. Tô ficando chata, não? Em outros tempos eu estaria defendendo a parte em que, apesar de tudo, a Jamie encontrou o príncipe dela e que tudo sempre ficou bem, o amor verdadeiro existe e ela o encontrou e blábláblá, enfim, tô com medo de mim por não estar pensando assim. Céus...

Trailer 

Duncan Jones - Source Code


Source Code
Direção: Duncan Jones
Ano: 2011
Gênero: Ficção Científica
Elenco: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright, Brent Skagford

Sinopse: Esta não é a vida dele…e ele não está no corpo dele. Quando o capitão Stevens (Jake Gyllenhall) acorda e se vê na pele de um homem que ele não conhece, descobre que está fazendo parte de um experimento criado pelo governo americano chamado de “Código Fonte”. O programa possibilita que Stevens assuma a identidade de um outro homem em seus últimos 8 minutos de vida. Agora sua missão é encontrar os responsáveis por um atentado que deixou milhares de vítimas. 

Opinião: Quando digo que acredito em destino e que nada é coincidência e que, constantemente, Deus, o universo ou sei-lá-o-quê, nos mandam sinais me censuram. É o seguinte: hoje (segunda, 03-10) eu teria a prova da disciplina mais chata do mundo - hahaha, é sério -, então comecei a estudar na quinta-feira; comecei resumindo os textos dos dois primeiros assuntos e só comecei a desenvolver a dissertação na sexta-feira, mas um dos tópicos iniciais para começar a dissertar tava acabando comigo, eu lia, lia, lia e não achava a resposta e isso me frustrou seriamente; respirei fundo, bebi água, comi, cochilei, me espreguicei, respirei fundo, rezei e nada, fiz tudo, reli o texto umas três vezes e não achava a resposta. Resolvi tentar de novo na sexta-feira e nada também, fiz o mesmo processo e só me irritei mais ainda - tive vontade de jogar meus textos no lixo e jogar a faculdade pra cima de vez, juro, tava muito frustrada e irritada por não conseguir achar a resposta. Mas não fiz nada disso, guardei meus pertences (ahh é, eu só consigo estudar na biblioteca, passo o dia inteiro na biblioteca estudando) e me mandei pro shopping.

Resolvi ver dois filmes: Contra o Tempo e Amizade Colorida. Tá, e daí? Qual a coincidência nisso? Em Amizade Colorida nada, mas em Contra o Tempo tudo. Quando descobrimos que o hospedeiro do Steven, o Sean, é professor de história eu rio e penso "pqp, não tenho pra onde correr haha" e quando entendemos o verdadeiro significado do filme - que temos que viver o agora, o carpe diem, que nunca sabemos quando será o último momento e que não devemos viver nos preocupando em cumprir com as exigências que a sociedade impõe eu penso "fiz a coisa certa largando Marx de lado e vindo pro cinema".

O filme é bem legal, algo nele  - as ''viagens'', acho e a impressão de termos o controle sobre o tempo e poder mudar os fatos - me lembrou Inception. Não tenho paciência pra descrever o filme, principalmente aquela parte do código fonte. Pra quem não gosta de ficção científica vai se surpreender e com certeza irá gostar de Source Code, tem o o Jake lindo e uma história fofa do seu personagem com a Christina. Enfim, não sou nenhuma crítica e não vou ao cinema pra analisar filmes, meu único objetivo é me divertir e fugir da realidade nas salas de exibição.


Trailer


domingo, 2 de outubro de 2011

The Secret Circle, 1x01 - Pilot


Adorei o Pilot da série, sério; tinha visto as prévias (fotos, ''trailers'') e sinopses e confesso que o resultado me impressionou bastante superando minha péssima expectativa. A série tem como temática o sobrenatural, mais especificamente sobre bruxos (espero mesmo que não apareçam mais criaturas mágicas), é uma espécie de mistura entre Harry Potter, The Vampire Diaries, Sabrina e os livros do Nicholas Sparks haha. Parece uma merda comparando isso tudo, mas é muito legal e diferente.

Cassie não me agradou muito, detesto quando a história é boa e a protagonista ferra com ela. Adam é a coisinha mais cute cute da CW depois do Chuck e do Damon haha. Faye seria a nossa Kat? Adorei a Faye e o Nick, Diana promete também, ela me lembra a Spencer de Pretty Little Liars. Enfim, vou ver o 2º e 3º episódio, tem quase uma semana que vi o primeiro e não lembro de muita coisa haha.

The Vampire Diaries, 3x03 - The End of the Affair


Realmente o Kevin Williamson pôs a cabeça no lugar - me assustei, ansiei e fiquei com medo nesse episódio. Delena on the road atrás de Stefan de novo e KAT! Kat mandou notícias, haha. Klaus finalmente surpreendendo e mostrando para que veio... é, tô viciando em TVD de novo.

Tenho minhas dúvidas quanto a nacionalidade de Elena, ela parece brasileira (se chama Elena, se duvidar tem um toque do Maneco haha) pois não desiste nunca de ir atrás e tentar salvar Stefan, o estripador KKKKK. Sério, eu não conseguia imaginar o Stefan matando e caindo na night, principalmente com Klaus. E o que dizer de Rebekah? OMG! A atriz é a cara do ator que faz o Klaus, a CW manda muito! Enfim, acho que depois do fora que o Stefan deu, e depois do mesmo ter recuperado a memória, Elena esquece de vez Stefan e dá uma olhadinha para o coitado do Damon.


 Promo 3x04



sábado, 1 de outubro de 2011

Eu Vou Ler...


Confesso que tenho vontade de jogar tudo pra cima e voltar a ler meus livros insignificantes - fantasiosos que me fazem viajar e me tiram totalmente da realidade. Se levarmos a vida tão a sério não vivemos, o mundo é tão horrível que só a ficção pra nos fazer aturá-lo. Bom, acho que só vou ter tempo mesmo em dezembro (ai, dezembro... sempre foi minha época preferida) então em dezembro escrevo minha opinião aqui... acho que minha retrospectiva literária 2011 vai ser bem chata, só vou falar dos textos chatos que tive que ler da faculdade hahaha.

Lauren Kate - Paixão
Alyson Noël - Estrela da Noite
J. R. Ward - Amante Liberto

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A América Portuguesa observada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro




10,0 na minha primeira prova. Não acreditei e não tô acreditando até agora na verdade. Tá que eu estudei quatro dias seguidos o dia todo - dois desses dias passei na biblioteca APENAS lendo muito, só levantei pra fazer um lanchinho e beber água; me esforcei muito, fiz uns quatro resumos até finalizar e ainda assim achava que ia tomar no máximo 5,0. O meu desespero todo é porque me baseio nos artigos e dissertações que os professores nos dão, penso que o certo(e é) é escrever daquele jeito, e tô bem looooonge de escrever como eles, e é por isso que eu fico tão desesperada achando que minha redação (isso não foi uma dissertação, não mesmo) está péssima. Enfim, eu necessitava registrar (tô pegando mesmo o hábito dos historiadores) isso aqui pra caso, vai saber, eu perder a prova haha.

Questão Única:

ESCOLHA, um dos temas apresentados abaixo e desenvolva uma dissertação que relacione todo o conjunto dos textos contidos no tema selecionado. Todos os textos foram debatidos durante as aulas de História da América Portuguesa:

Tema 1 - Cronistas, corógrafos e viajantes: Uma história revisitada

SOUSA, Gabriel Soares e. Tratado Descritivo do Brasil em 1587. Rio de Janeiro: 1851
SALVADOR, Fr. Vicente. História do Brasil (c. 1630). Rio de Janeiro: 1888.
PITTA, Sebastião da Rocha. História da América Portuguesa. Lisboa: 1730

Tema 2 - A América Portuguesa observada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

MARTIUS, Karl F. P. von. Como se deve escrever a História do Brasil. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro: 1840
CEZAR, Temístocles. Varnhagen em movimento: breve antologia de uma existência. Topoi, 2010.


Ps: Meu seminário foi sobre o primeiro tema, mas escolhi o 2º - por ser o mais simples e "mais fácil de dominar". Na verdade, a maioria da sala escolheu o segundo tema, um ou dois fizeram sobre o primeiro. Enfim, eis o meu projeto de dissertação:



A mudança da família real portuguesa para o Brasil, em 1808, foi um momento de grande ruptura e proporcionou grandes mudanças no Brasil. Essa mudança foi o que trouxe o médico bávaro Karl Martius, em 1817, na comitiva que incluía botânicos e naturalistas a fim de estudar plantas, animais, minérios e indígenas brasileiros (GOMES, Laurentino: 1808). Um ano antes da chegada de Martius nascia Francisco Adolfo de Varnhagen, em Sorocaba na Província de São Paulo. Karl Martius conheceu o Brasil das grandes perspectivas de futuro, onde emigrantes tinham grandes oportunidades de enriquecer; onde o comércio de escravos e a exploração de minérios estava em evidência e o Brasil, no período explorado por Karl Martius (1817-1820), ainda era colônia de Portugal. Varnhagen, na segunda edição de História Geral do Brasil (1877) não vê alterações na situação do Brasil, de acordo com temístocles Cezar, desde as viagens e descrições de Karl Martius - e outros - que conheceram o Brasil nos anos 1810-1820; além é claro, da mudança de colônia para império.

Por falta de uma historiografia* completa do Brasil, o IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) pediu, em sua revista, para que os comunicassem idéias que pudessem contribuir para esse feito. Em Como se deve escrever a história do Brasil, publicado em 1843, Karl Martius orienta os pontos e aspectos que devem ser escritos e observados ao mesmo tempo em que faz uma colocação do perfil do historiador: pragmático, prático, que descreve os fenômenos históricos considerando seu contexto, o que antecede e o que sucede os fatos. Um ano antes da publicação da dissertação de Karl Martius, em 1842, Varnhagen após legitimar sua nacionalidade brasileira (por ordens do imperador) é nomeado historiador - também por decreto -, com "a missão de pesquisar os documentos relativos à história, à geografia e à legislação do Brasil" segundo Temístocles. Missão essa que ele cumpre com muita dedicação e pesquisa viajando por grande parte do Brasil a fim de averigüar fontes e descrições de outros historiadores/cronistas como Pero Lopes de Sousa e Gabriel Soares e Sousa. Varnhagen acreditava na verdade histórica tendo como fonte os arquivos e documentos oficiais, era monarquista e descrevia o Brasil português, com a mentalidade dos administradores portugueses. E é nesse ponto que as idéias de Karl Martius e Francisco Adolfo de Varnhagen divergem.

Karl Martius também era monarquista, mas ele acreditava ser essencial o estudo e análise dos índios e negros que "contribuíram para o desenvolvimento físico, moral e civil da população" como um todo; os portugueses, a raça branca ou caucasiana, segundo Karl Martius, era o "mais poderoso e essencial motor" do Brasil. Diferente de Varnhagen que, após um assalto na Estrada Real, "passou a criticar veemente o romantismo indigenista" (Temístocles) e não vê importância e pontos positivos em escrever sobre índios (embora tenha escrito, em francês, um livro onde, segundo Temístocles, "procura provar através da filologia comparada e da etnografia, que a origem dos índios brasileiros encontrava-se no mundo antigo"). No século XIX as teorias do Darwinismo social manifestou-se em toda a Europa, Karl Martius sendo bávaro e Varnhagen além de monarquista e fiel ao Imperador, morando, pesquisando, publicando e fazendo palestras na Europa, ambos, influenciados por essas teorias e pelos motivos anteriormente citados, excluíam os índios e negros como brasileiros da historiografia do Brasil.

Uma obra histórica deve despertar nos leitores brasileiros o patriotismo e "todas as virtudes cívicas" segundo Karl Martius. Varnhagen foi o historiador que melhor desempenhou o tão descrito historiador pragmático de Martius. Desconfiou-se de sua lealdade para com a nação devido às constantes viagens pelo exterior e poquíssima e rara permanência no Brasil, seu casamento com a chilena Carmen Vicuña, os filhos nascidos no exterior e seu sobrenome de origem germânica. para Temístocles Cezar escrever sobre o Brasil foi a forma que Varnhagen encontrou para estar entre os brasileiros e para se autoafirmar brasileiro. Sua imensa obra dedicada a historiografia brasileira se não despertou o patriotismo nos brasileiros ao menos provou sua lealdade ao Império brasileiro.

Conclue-se portanto que, para Karl Martius, o estudo das raças indígenas e etiópica contribuem consideravelmente para a análise da etnografia (descrição do povo) brasileiro; mas que, tanto para Martius quanto para Varnhagen, a raça branca predomina. O Brasil dos anos 1810-1820 de Martius era uma colônia que proporcionava oportunidades de enriquecimento para os emigrantes, com a vinda do rei D. João VI foram construídos bancos, estradas, praças, etc; foram distribuídos, entre 1808 e 1822 mais títulos do que em trezentos anos em Portugal, segundo Laurentino Gomes em 1808. O Brasil de Varnhagen era o império regido por D. Pedro II onde as "manifestações" contra o fim do império ocorriam com freqüência, fato que, pela condição de monarquista, era criticado por Varnhagen.




* História - correção do professor.
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