terça-feira, 8 de novembro de 2011

Trailers

Começou a temporada de estréias dos melhores filmes do ano: novembro, dezembro e janeiro são os meses em que, geralmente, os filmes com grande chance no Oscar, Golden Globe, Bafta e outros grandes prêmios estreiam - acredito que pra ficar mais fresco na memória do público, ou não. As datas variam muito, então não vou me arriscar a postá-las aqui. Apenas os trailers e um pouquinho sobre os filmes.
 



 The Ides of March (Tudo pelo Poder)

Ryan Gosling preenche todos os pré-requisitos para estrelar blockbusters, mas prefere filmes mais sérios e não erra nas escolhas. Dirigido por George Clooney, estrelado por ele mesmo e Ryan Gosling. Com Evan Rachel Wood, Marisa Tomei e Paul Giamatti. A trama é centrada no jovem diretor de comunicação Stephen Myers (Ryan Gosling) e as trapaças do jogo da política em que ele precisa se meter para conseguir a indicação para seu candidato, o então governador Mike Morris (Clooney).

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A Dangerous Method (Um Método Perigoso)

Keira Knightley e Vicent Cassel são outros dois atores fod@$ que só fazem filmes bons. Dirigido por David Cronenberg. Com Keira Knightley, Vicent Cassel, Viggo Mortensen e Michael Fassbender. Uma mostra de como a relação entre Carl Jung e Sigmund Freud faz nascer a psicanálise. Aborda a intensa e polêmica relação da dupla com a paciente Sabina Spielrein.
(estou especialmente ansiosa por este)

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Restless (Inquietos)

(até onde sei, este estreiará nesta sexta, dia 11/11)

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Carnage
Kate Winslet, assim como a Keira Knightley, escolhe muito bem os filmes. Christoph Waltz se tornou um dos meus queridinhos quando o vi, pela primeira vez, em Inglorious Basterds e, desde então, tem estado em todos os filmes que me interesso em assistir. Carnage, dirigido por Roman Polanski, baseado na peça God of Carnage conta também com Jodie Foster e John C. Reilly. A trama segue um desentendimento entre crianças em um playground, seguido pela discussão entre os pais de dois garotos envolvidos. A conversa inicia de maneira cordial, mas transforma-se em um debate sobre temas polêmicos como racismo, homofobia e misoginia. 

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Drive
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 Bel Ami

Robert Pattinson utilizando das portas que lhe foram abertas com o sucesso de Twilight; se Water for Elephants não calou os que o criticaram sem conhecer sua filmografia, espero que Bel Ami o faça. Dirigido por Declan Donnellan e Nick Ormerod, baseado na obra de Guy de Maupassant com Uma Thurman, Christina Ricci, Cate Blanchett e Kristin Scott Thomas. A história fala de um jovem rapaz que conquista um grande poder em Paris, usando sua habilidade de manipulação para conquistar as mulheres mais influentes e ricas da cidade.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Andrew Niccol - In Time












Foto: Maiara Alves

In Time
Direção: Andrew Niccol
Ano: 2011
Gênero: Ficção
Elenco: Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Alex Pettyfer, Vincent Kartheiser, Johnny Galecki, Matt Bomer, Cillian Murphy, Olivia Wilde 

Sinopse: Em um futuro próximo, o envelhecimento passou a ser controlado para evitar a superpopulação, tornando o tempo uma das principais moedas de troca para se obter luxo e satisfazer suas necessidades. Assim, os ricos vivem mais que os pobres, que precisam negociar sua existência. Mas se a data limite para a vida termina aos 25 anos, como fazer para viver mais? Quando Will (Justin Timberlake) descobre que existe algo de muito errado nesse “sistema”, passa a ser procurado por um assassinato que não cometeu. Para enfrentar os guardiões do tempo, ele sequestra a milionária Sylvia (Amanda Seyfried) e do novo relacionamento entre os dois surge uma poderosa arma contra a organização criminosa que comanda o futuro das pessoas.

Opinião: Qual o interesse do sistema em mostrar como o sistema funciona? In Time, de uma forma quase literária, fictícia, mostra o capitalismo dos dois pontos de vista: dos explorados e dos exploradores. É uma caricatura perfeita também dos nossos dias, onde tempo é dinheiro e por conta disso nos é (o tempo) bastante escasso: estamos sempre correndo, trabalhando muito pra obter dinheiro, fazendo as coisas rápido demais e sem tempo pra coisas que realmente importam. Ou seja, o sistema dita como vivemos e o obedecemos fielmente, tanto na ficção como na vida real. 

O filme se passa num futuro (próximo?) onde só se pode viver até os 25 anos, se você quer viver mais é só ter grana pra pagar. Você recebe uma quantidade limitada de tempo ao nascer, tempo esse que você também usa pra pagar contas, comprar, se alimentar, telefonar, etc. Não ficou bem clara a divisão territorial, o filme só mostra “fusos”, esses fusos seria uma mistura de bairro e cidade. Os ricos não se misturam com os pobres, pois os fusos são bem distintos: alguém do fuso Ghetto não pode se deslocar pro Greenwich pelo simples fato de não ter tempo/dinheiro pra se manter lá, não seria ilegal, mas só pra entrar lá, por exemplo, custa mais de um ano (em dinheiro).

Will Sallas (Justin Timberlake), salva um homem rico no bar de uma gangue e este, cansado de viver, dá seu mais de um século para Will e morre em seguida. No mesmo dia sua mãe morre e, irritado com o sistema, parte pra Greenwich pra entender como as coisas funcionam. Ele conhece Sylvia (Amanda Seyfried), passa a ser perseguido pelo sistema, em especial por um agente conhecido do seu pai. Sylvia, a “pobre menininha rica”, descobre no fuso Ghetto como as coisas realmente funcionam e decide lutar contra o sistema junto com Will. Ambos roubam dos ricos e dão para os pobres, bem Robin Hood. 

No decorrer do filme vemos inúmeras semelhanças e verdades sobre nós, mas, se Hollywood faz parte do sistema - sendo usada pra difundir comportamentos e nos alienar – qual o propósito de mostrar “a verdade”? Vi o pessoal comentando que era coisa da agenda Illuminati (os da Nova Ordem Mundial, não o que Dan Brown popularizou), e até que faz sentido se você pensar que poder e dinheiro são hereditários, enfim, falar da Nova Ordem Mundial é tenso, quase ninguém acredita. Uma das semelhanças que gostaria de ressaltar é que a gang que rouba constantemente no fuso Ghetto não é presa ou procurada pela “polícia” (no filme, eles são agentes do tempo), pois eles só roubam dos pobres, interessante, não? Will é perseguido por roubar dos ricos e a gang do Alex Pettyfer rouba tranqüilamente o pouco dos pobres. Fato que acontece constantemente, principalmente aqui no Brasil.

Adorei a fotografia: o tom clean do fuso Greenwich contrasta com as roupas, as roupas na pele, as roupas no ambiente, nos móveis do ambiente. Os tons azulados... os produtores se importaram bastante com a estética não só na escolha dos atores, mas também na arquitetura (o banco da última cena, é real? Achei perfeito!) e nos carros vintage. A fotografia de Greenwich e o próprio modo de vida de seus habitantes é o que imagino da série Uglies do Scott Westerfeld. Nota dez pra peruca da Seyfried: o carro capota, ela entra no mar, corre o tempo todo, assalta banco, foge da polícia e a peruca está lá intacta! 

Will e Sylvia, honrada e corajosamente, derrubam o sistema de Ghetto e Greenwich e parte na missão de derrubar o sistema de outros fusos, a ficção está salva. Mas e nós, quem vai nos “salvar”? Vamos ser escravos e sustentar uma minoria para sempre? Provavelmente sim, por isso eu prefiro a ficção.



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sábado, 5 de novembro de 2011

Pedro Almodóvar - Los Abrazos Rotos

Foto: Google Imagens

Los Abrazos Rotos
Direção: Pedro Almodóvar
Ano: 2009
Gênero: Drama
Elenco: Penélope Cruz, Lluís Homar, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Tamar Novas, Rúben Ochandiano, Lola Dueñas 

Sinopse: Há 14 anos, o cineasta Mateo Blanco (Lluís Homar) sofreu um trágico acidente de carro, no qual perdeu a visão. Neste mesmo acidente, a pessoa que o acompanhava morreu. A partir de então ele abandona sua posição de cineasta e preserva apenas o lado de escritor, assumindo o pseudônimo de Harry Caine. Um dia Diego (Tamar Novas), filho de sua antiga e fiel diretora de produção Judit Garcia (Blanca Portillo), é enviado ao hospital por ter ingerido drogas acidentalmente. Assim que sabe do ocorrido, Harry vai em seu socorro. Quando o jovem o indaga sobre seus dias de cineasta, o amargurado homem revela se lembrar de detalhes marcantes de sua vida e do acidente.

Opinião: Antes de qualquer coisa, devo ressaltar que não sou cinéfila, apenas vejo uma quantidade considerável de filmes e, de uns tempos pra cá, passei a escrever aqui no blog minha opinião sobre eles. Os filmes de Almodóvar são o que o Tele Cine e alguns chamam de Cult; Cult no sentido de “grande arte", ou seja, os críticos e cinéfilos denominam de Cult as películas que preenchem requisitos, que são bem julgados estilisticamente, por assim dizer. Eu vejo qualquer tipo de filme, sendo ele "Cult" ou não. E o quê que é Cult mesmo? Tudo é cultura e uma questão de gosto: tanto faz um filme do Almodóvar quanto do, sei lá, Selton Melo por exemplo. 

Vi o filme na quarta-feira por isso não lembro e não sinto, hoje, o que senti e julguei importante nos 10 primeiros minutos após o fim do filme. Apesar de eu me esforçar pra não fazer distinção de cultura seria injusto da minha parte comparar um filme desse com um “filme de sessão da tarde”. A história de Los Abrazos Rotos é como ler um romance (romance dos bons): você vê os personagens seguindo suas vidas normalmente, cria dúvidas e, no devido tempo, suas dúvidas são sanadas e o narrador, a voz do texto, não te faz de estúpido ou bobo. O filme inteiro me fascinou: a fotografia, a trilha, as cores fortes, o vermelho e amarelo constantemente presentes, os personagens, o roteiro, a nostalgia das personagens e até as fotografias tiradas pelo Mateo. 

O início do filme é meio confuso, confesso que só passei a entender e a me interessar quando a Lena e o Ernesto aparecem. Achei a relação deles tão típica de novela mexicana: o Ernesto podia muito bem ser a versão espanhola do Farina e a Lena a da Paola, ambas as personagens de A Usurpadora. História boa é quando todas as personagens da trama (história de filme pode ser chamada de trama?) tem conflitos e seus conflitos podem ser universais, ou seja, quando qualquer pessoa, independente de classe, profissão ou idade passam por esses dilemas e podem se colocar no lugar das personagens. O Almodóvar nos mostrou uma história tal qual vemos na literatura. Lena e Mateo são divinos, as cenas dos dois refugiados na pousada são as mais perfeitas do filme: cores, tomadas, diálogos... me emocionei como telespectadora, e posso considerá-las perfeitas, pois acredito que era esse o objetivo do diretor.

Foto: Maiara Alves
O final me surpreendeu, pensei que o filme fosse predominantemente dramático, marcado por algum crime que não foi vingado, sofrimento e traições. Mas não, a história de Lena e Mateo é linda e tenho certeza que, por poucos momentos, eles foram felizes; até o Mateo ao re-editar o filme, por um momento, ficou feliz. O toque de perfeição ficou por conta da quase nula história de amor entre eles, pois acredito, como a personagem da Penélope Cruz em Vicky,Cristina, Barcelona que “só um amor não concretizado pode ser considerado romântico”.

O filme tem várias quotes interessantes, mas não tive tempo de anotar. Uma das que mais gostei foi a da foto, quando o Mateo descobre que seu último momento com Lena foi registrado e seu filho descreve a cena.


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Steven Spielberg - War of the Worlds


Foto: Google Imagens

War of the Worlds
Direção: Steven Spielberg
Ano: 2005
Gênero: Ficção
Elenco: Tom Cruise, Justin Chatwin, Dakota Fanning, Tim Robbins, Miranda Otto, David Alan Basche, James DuMont, Yul Vazquez

Sinopse: Ray Ferrier (Tom Cruise) é um homem divorciado que trabalha nas docas. Ele não se sente à vontade no papel de pai, mas precisa cuidar de seus filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning), quando eles lhe fazem uma de suas raras visitas. Pouco após eles chegarem Ray presencia um evento que mudará para sempre sua vida: o surgimento de uma gigantesca máquina de guerra, que emerge do chão e incinera tudo o que encontra. Trata-se do primeiro golpe de um devastador ataque alienígena à Terra, que faz com que Ray pegue seus filhos e tente protegê-los, levando-os o mais longe possível das armas extra-terrestres.

Opinião: Por que não vi esse filme antes? Na época em que foi lançado, 2005, eu não era viciada em cinema. Gostava de filmes, mas não me interessava em estréias, me limitava apenas ao que tinha na locadora “de interessante” e os que ajudassem a passar melhor o tempo. Mas, pelo pouco que me lembro do ano, ouvi comentários que diziam que as filas no Multiplex estavam enormes nas salas em que o filme foi exibido.

É fantástico, prende nossa atenção do início ao fim e nos faz questionar: de onde veio inspiração pra isso tudo? O que nos faz pensar que há seres mais inteligentes que nós em outros planetas e que nos detestam a ponto de fazer um extermínio total da nossa espécie? É um assunto que me interessa muito porque, com certeza, se trata de um processo ideológico dos dominantes para com as massas, já que, como sabemos e estou aprendendo, nada é por acaso, até esses filmes “loucos, fictícios, sem pé nem cabeça” tem algum propósito, vai muito além dos efeitos especiais, roteiros bem elaborados e entretenimento. 

Primeiramente, e como um dos personagens até cita, pensei que fosse uma metáfora dos atentados terroristas. Os aliens seriam os terroristas, e o filme utiliza o mesmo personagem, o Robbie, para mostrar o que é “certo”: se alistar no exército e lutar “contra o mal”. Lembrando que o filme é de 2005, dois anos após a invasão estadunidense no Iraque, onde seria interessante incentivar o povo não só a aceitar e simpatizar com a guerra, mas como também adquirir soldados. Isso os estadunidenses fazem muito bem, seus super-heróis são, propositalmente, superpatriotas – vide a cor da roupa do Capitão América, Super Homem, Mulher Maravilha, Homem Aranha, enfim.  

Outra coisa que me instiga bastante é: de onde surgiu a idéia de que há anos existem supermáquinas alienígenas adormecidas em baixo de nós ou fora das nossas vistas? Transformers é a mesma coisa e tenho certeza que em outros filmes (que desconheço, até agora) também há supermáquinas “alienígenas” esperando ordens pra nos exterminar. Sim, eu sei que o Steven Spielberg produziu Transformers, mas hoje também tenho certeza que nada é por acaso: para absolutamente tudo existe um propósito. Nas férias vou pesquisar algo concreto sobre alienígenas (esse tipo específico que é mostrado nos filmes), o real motivo de os mostrarem nos meios de entretenimento e, principalmente, focado no público infantil.

Outra questão importante é o que nós faríamos se a história do filme fosse verdade? Se o planeta estivesse “acabando” (2012), ou invadido (Guerra dos Mundos) ou se acontecesse algo inusitado que desfizesse as convenções sociais (Ensaio Sobre a Cegueira). Como nós reagiríamos? Como “bárbaros”? Voltaríamos ao estado de barbárie “natural do ser humano” onde a moral e a ética são apenas convenções e não algo intrínseco do ser humano, como acontece em todos os esses três filmes? Ou iríamos nos conscientizar e nos unir, autonomamente, como propõe o Anarquismo?

O filme é ótimo (como disse há alguns parágrafos) prende nossa atenção até o fim. É surpreendente também no sentido efeitos especiais, muito bem elaborado, mas eu ainda prefiro a inocência e a simplicidade de E.T. Não tenho palavras pra Dakota Fanning, ela é assustadoramente quase perfeita para a pouca idade dela, talvez seja por isso que suas atuações, hoje, não nos surpreendam tanto; acredito que ela atingiu o clímax da carreira como atriz quando criança. Tom Cruise também foi uma ótima escolha, sua personagem foi muito bem interpretada já que eu e, provavelmente muitos telespectadores, em vários momentos, quase arrancaram os cabelos e se puseram na sua situação desesperadora. A escolha dele também pode ter sido proposital por ele ser cientólogo - me interesso bastante por Cientologia também, pois alguma coisa nessa “teoria louca” deve ser verdade, ou uma metáfora da verdade.     

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

The Vampire Diaries - 3x07 e 3x08


Não tive tempo de escrever sobre o 3x07, final de semestre é tenso. Bom, o Ghost World foi o momento Vale a Pena Ver de Novo de TVD, pois todos os que estavam mortos voltaram pra dar um Hello. Jeremy é tão indeciso; primeiro ele era louco por Vicky, depois se apaixonou por Anna, Anna morreu e ele percebeu que Bonnie não era apenas a melhor amiga da sua prima irmã. Daí Vicky e Anna retornam e ele percebe que não deixou de gostar das duas (afinal, elas só aparecem, como fantasmas, se alguém pensar nelas), mas continua namorando com Bonnie e com o fantasma da Anna... que confusão! Imagina a cabeça desse garoto. Enfim, Bonnie e sua avó (sim, ela também reapareceu *-*) mandam todo mundo pro outro lado e, aparentemente, reinstauram o "equilíbrio" em Mystic Falls.


O Ordinary People foi um episódio bem família, literalmente. Elena, Alaric e Damon tentando decifrar os códigos da "caverna dos Lockwood", Elena tentando entender o passado dos Originais e Damon passando um tempo com Stefan. Caroline, Tyler e Bonnie não apareceram nesse episódio, acho - se apareceram, pelo menos não vi.
Por um momento pensei que Rebekah e Elena iam dar os braços e ir ao shopping fazer compras, tamanha a química que rolou entre suas personagens; seria interessante, imagina ter Rebekah como melhor amiga? Ninguém ia procurar confusão com Elena haha, falando sério, seria muito interessante uma amizade entre human@ e híbrid@. Alaric só serve pra montar armas, treinar Elena e decifrar hieróglifos Vikings, né? O Kevin Williamson tá trollando o Matt Davis, só pode. O momento tenso, por incrível que pareça, não foi Rebekah e Elena conversando, como melhores amigas, mas sim Damon soltando Stefan do cativeiro e oferecendo-o sangue.
O episódio, apesar de encher lingüiça (e de responder algumas dúvidas, é verdade) é muito bonito, um dos mais bonitos de todas as temporadas. Os produtores e roteiristas, ainda bem, aplicam no mundo sobrenatural de The Vampire Diaries temas universais, no caso, as famílias de bruxos, vampiros e híbridos, apesar da imortalidade e todo aquele poder, passam pelas mesmas situações familiares e de qualquer outro tipo de relacionamento que nós, seres humanos.

Diálogo, mais uma vez, fofo entre Damon e Elena.

Elena: No final das contas, nada é mais importante que a família.
Damon: Deveria dizer isso ao meu irmão.
Elena: Não estou chateada por tê-lo libertado, Damon. Acho que você será quem o salvará dele mesmo. Não será porque ele me ama. Será porque ama você. Posso lhe dizer o resto amanhã?
Damon: Claro.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Laurentino Gomes - 1808


1808
Autor(a): Laurentino Gomes
Editora: Planeta do Brasil
Páginas: 408
Gênero: Geografia e História / História do Brasil

Sobre: A fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleônicas, revoluções republicanas, escravidão formaram o caldo no qual se deu a mudança da corte portuguesa e sua instalação no Brasil. O propósito deste maravilhoso livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte lusitana no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás. Escrita por um dos mais influentes jornalistas da atualidade, "1808" é o relato real e definitivo sobre um dos principais momentos da história brasileira.

Opinião: Bom, se você não tem paciência ou ainda não possui a competência de ler Varnhagen, Oliveira Lima, José Honório Rodrigues ou qualquer outro historiador, e só quer saber um pouco mais sobre o Brasil Colonial de 1808-1820 que é mostrado nos livros didáticos ou o pouco que é veiculado na mídia, seria muito interessante ler este livro.
Gravuras legais, linguagem simples e comentários interessantes do autor. O que mais gostei e ri foi a descrição da falta de higiene dos portugueses - principalmente do único banho de D. João e do próprio fazer suas necessidades fisiológicas ao ar livre e na frente de outras pessoas. Sem contar que foi muito estranho saber que os empregados o limpava após isso, enfim, tenho que parar de fazer anacronismos e julgar estranho o que era costume há dois séculos. Gostaria que o autor tivesse falado mais sobre os escravos e não tanto da família real e as conseqüências de sua fuga, mas foi válido saber o pouco que ele disse; fiquei muito sentida quando soube dos "Tigres", surpresa quando soube que já haviam "diaristas" há dois séculos. Conheci também alguns personagens importantes que os livros didáticos, pelo menos da minha época, não mostram como o Marrocos e a importância de suas cartas para investigações do período. 
Gostei bastante, serviu como uma introdução aos livros que terei que ler, antes ainda vou ler o 1822 e descobrir um pouco sobre a verdadeira independência. 

Quotes:


Nunca, em toda a história da humanidade, as monarquias européias tinham vivido tempos tão turbulentos e atormentados. Foi o período em que reis e rainhas eram perseguidos, destituídos, aprisionados, exilados, deportados ou mesmo executados em praça pública. Em resumo, era uma época em que os monarcas literalmente perdiam a cabeça. 
(pág 38 e 39)


A urina e as fezes dos moradores, recolhidas durante a noite, eram transportadas de manhã para serem despejadas no mar por escravos que carregavam grandes tonéis de esgoto nas costas. Durante o percurso, parte do conteúdo desses tonéis, repleto de amônia e uréia, caía sobre a pele e, com o passar do tempo, deixava listras brancas sobre suas costas negras. Por isso, esses escravos eram conhecidos como "tigres".
(pág 144)


Esses mergulhos improvisados na Praia do Caju, a conselho do médico, são a única notícia que se tem de um banho de D. João nos treze anos em que permaneceu no Brasil. Quase todos os historiadores o descrevem como um homem  desleixado com a higiene pessoal e avesso ao banho. "Era muito sujo, vício de resto comum a toda a família, a toda a nação", afirmou Oliveira Martins. "Nem ele, nem D. Carlota, apesar de se odiarem discrepavam na regra de não se lavarem". A relutância da corte portuguesa em tomar banho contrastava com os costumes da colônia brasileira, onde o cuidado com o asseio pessoal chamava a atenção de quase todos os viajantes que por aqui passaram nessa época.
(pág 152 e 153)


Era a malandragem brasileira fazendo mais uma de suas performances de gala nas páginas da história nacional.
(pág 190)


Uma curiosidade é que muitos alforriados chegavam a enriquecer e se tornavam proprietários de escravos, terras e outros bens.
(pág 227)


A proibição de acesso importa pelos portugueses tornava a colônia ainda mais misteriosa, devido aos rumores que circulavam na Europa sobre as imensas riquezas minerais escondidas no subsolo e as infindáveis florestas tropicais repletas de plantas e animais exóticos e índios que ainda viviam na Idade da Pedra.
(pág 231)


"Os habitantes estão mergulhados em grande ignorância e sua conseqüência natural: o orgulho."
(pág 238)


O clima de ressentimento dos portugueses em relação ao Brasil pode ser medido no panfleto assinado por Manuel Fernandes Thomaz, um dos chefes revolucionários de 1820, no qual atacava de forma preconceituosa os brasileiros. Thomaz definia o Brasil como "um gigante em verdade, mas sem braços nem pernas, não falando no seu clima ardente e pouco sadio, (...) reduzido a umas poucas hordas de negrinhos, pescados nas costas da África, os únicos e só capazes de suportarem os dardejantes raios de uma zona abrasada". O panfleto, que provocou indignação no Rio de Janeiro, perguntava que lugar D. João deveria escolher para morar - "a terra dos macacos, dos pretos e das serpentes, ou o país de gente branca, dos povos civilizados, e amantes do seu Soberano." E terminava dizendo: "Voltemos agora os olhos daquele país selvagem e inculto, cá para esta terra de gente, para Portugal!".
(pág 279)

Alyson Nöel - Estrela da Noite


Night Star
Autor(a): Alyson Nöel
Editora Br: Intrínseca
Páginas: 248
Gênero: Literatura Estrangeira/Romance

About: Certa de que Ever é responsável pela morte de Roman, Haven está determinada a destruí-la. Seu primeiro passo é separá-la de Damen, e, para isso, conta com a arma ideal: um segredo terrível sobre suas vidas passadas, que lançará uma nova luz sobre o relacionamento de Ever e Jude. Obrigada a enfrentar seus maiores medos com relação ao companheiro que escolheu para a eternidade, Ever é lançada em um combate mortal contra Haven, que poderá significar a destruição de todos. É chegado o momento de se questionar: para sobreviver, ela seria mesmo capaz de condenar Haven à escuridão de Shadowland? E será que todo o seu futuro com Damen poderia mesmo depender de uma revelação do passado?

Opinião: A série tem todos os elementos pra se tornar um livro um pouco mais ''sério'' se não fosse o público que a autora visou. Os dramas adolescentes poderiam ser substituídos por algo universal, como problemas no meio familiar, por exemplo; as temáticas: imortalidade, espiritualidade, "boas" ou ''más'' ações seriam mais interessantes de se ler, tal como a Stephenie Meyer fez em The Host. Enfim, parece que enfim o último obstáculo para o "felizes para sempre" de Ever e Damen foi tirado do caminho.

Quero ler Infinito por curiosidade, depois da autora nos enrolar com 5 livros quero ver o fim da história de Ever e Damen - e Jude, coitadinho. Não vou ''cuspir no prato que comi'', adorei ler a série quando não tinha algo melhor pra fazer ou quando queria fugir da realidade, na verdade ele é ótimo pra isso! Tem umas frases legais também, mas, além das questões espirituais, uma das poucas coisas, na minha atual opinião, que sua leitura pode nos acrescentar é um estudo inconsciente de ortografia, gramática e produção textual haha. 

Mas gostei, Damen continua lindo, continuo com pena de Jude e com vontade de ir à Summerland. Ah sim, e Haven morreu - ô menininha chata! Não sei quando vou poder ler Infinito e espero que a Alyson Nöel tenha publicado nele a fórmula da juventude e do suco vermelho, só pra gente se iludir um pouquinho haha.

Quotes:


- O propósito da reencarnação é vivenciar o máximo possível de vidas diferemtes - (...) - É assim que aprendemos as lições mais importantes sobre amor e compaixão, ao nos colocarmos literalmente no lugar do outro, que, no final, se torna o nosso lugar. 
- Achei que tivesse dito que o propósito fosse equilibrar nosso carma.
(...)
- Nós desenvolvemos nosso carma pelas escolhas que fazemos, pela rapidez ou pela lentidão com que aprendemos as lições que realmente importam no mundo, pela velocidade com que nos entregamos à verdadeira finalidade de estarmos aqui.
- E qual é? - (...) - Qual é a verdadeira finalidade?
- Amarmos uns aos outros - (...) - Nem mais, nem menos. Parece bastante simples, fácil de fazer. Mas basta olhar nossa história, incluindo a cena que acabamos de ver, e acho que parece claro que é uma lição difícil para muitas pessoas. 

(pág 20 e 21)


- Ever, se aprendi alguma lição em meus seiscentos anos de vida, é que as pessoas odeiam mudanças quase tanto quanto odeiam que suas crenças sejam desafiadas. 

(pág 29)


O universo não é tão caótico quanto parece.
Há um motivo definido para tudo.

(pág 68)


- Depois de ir a Summerland e de ver Lina, bem, acho que teria que ser muito maluco para querer ficar aqui. Para escolher uma estada extralonga em um mundo tão imperfeito, cheio de ódio, quando há algo muito melhor esperando depois da curva, por assim dizer.

(pág 95)


Sei que os desejos nem sempre se realizam do modo que queremos, mas, se a gente acreditar e mantiver a mente aberta, há uma chance muito boa de que se concretizem de alguma forma. Mesmo sem ter percebido na hora, foi exatamente o que minha estrela da noite fez por mim.

(pág 168 e 169)

sábado, 22 de outubro de 2011

The Vampire Diaries, 3x06 - Smells Like Teen Spirit


Nossassenhora! O que foi esse episódio? Vicky ressuscitando; Tyler como cachorrinho, literalmente, de Klaus; Elena e Stefan quase "queimados e explodidos"; Katherine sendo mordida por outro vampiro... "e se não bastasse" Mason ressuscita também! 

Nunca gostei de Vicky, então ainda bem que ela voltou e foi embora no mesmo episódio. Caroline, Rebekah e Tyler como novo triângulo de TVD? Não gostei muito não, na verdade eu ri bastante quando Rebekah apareceu no colégio. Por falar em colégio, ainda continuo perdida cronologicamente na série; mas foi bom, deu um ar de normalidade, digo, ainda bem que os produtores não mostrararam/mostram o colégio freqüentemente, assim a série não fica estereotipada como "de adolescentes".

Falando temas amorosos... a cena de Stefan salvando Elena e Elena, posteriormente, salvando Stefan superou a cena fofa de Damon dizendo que o flerte com Rebekah não significou nada enquanto passava remédio na bochecha de Elena. Sério, sou fiel à Delena, mas tá difícil não ser team Stelena nessa temporada. Acho que por causa das atitudes do Stefan, quando ele, mesmo hipnotizado, nos momentos tensos, ele não consegue deixar de gostar e de, de novo e de novo, proteger e salvar Elena. É como se o amor que ele sente por ela superasse tudo, até a compulsão de um híbrido original.

Não vejo a hora de quinta-feira chegar e espero que até lá Tio Mason não maltrate muito Damon.


domingo, 16 de outubro de 2011

Eu Vou Ler...


Não resisti e comprei. Adoro o Rick Riordan e, desde quando soube que o livro ia ser publicado aqui no Brasil, disse que ia me controlar e que não iria comprá-lo; minha resistência acabou ontem e assim que acabar de ler Estrela da Noite vou devorá-lo independente de seminários e resultados de provas, haha. Sim, eu li A Pirâmide Vermelha, em maio; mas li muito rápido e hoje, depois de ter estudado Egito Antigo, pretendo reler e aproveitá-lo melhor.

Rick Riordan - O Herói Perdido

Lauren Kate - Paixão

Passion
Autor(a): Lauren Kate
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Gênero: Literatura Estrangeira/Romance

About: Antes que Luce e Daniel se conhecessem na Sword & Cross e tivessem lutado contra Imortais e Párias, eles viveram muitas vidas. O amor de Luce por Daniel é mais forte do que tudo, exceto, talvez, pela necessidade de saber mais sobre a história dos dois e as razões por trás da maldição que atormenta suas vidas. Levada por um impulso irracional, Luce se arrisca ao mergulhar em um Anunciador e começa a atravessar os séculos. Ao encontrar versões passadas de si mesma e de Daniel, vai recolhendo pistas que podem ajudá-la a compreender seu destino.

Opinião: Ninguém faz idéia do quão libertador foi ler esse livro; digo, desde agosto só leio coisas chatas e por obrigação. Bom, não sei se por eu estar há algum tempo sem ler o que realmente gosto ou se a autora simplesmente se superou do quase fiasco de Tormenta, prefiro acreditar que a Lauren Kate voltou ao ritmo de Fallen. Paixão respondeu às muitas dúvidas que os leitorem têm desde do início da série, coisas como o processo de encarnação e reencarnação de Luce, a relação de Daniel e Cam, o que, além de Luce, levou Daniel e os outros caírem, entre outros. 

Em Fallen e Tormenta eu não conseguia imaginar os Anunciadores como sombras, na verdade eu os imaginava meio que como os Dementadores de HP, haha; em Paixão ficou muito mais claro, pra mim, sua verdadeira forma. Deve ser o máximo ter, em nossa timeline, nossos próprios Anunciadores e poder voltar à vidas passadas e poder, de alguma forma, poder mudar o passado e alterar o presente e o futuro. Mais interessante ainda seria se vivéssemos, em outras vidas, em lugares onde a História estava acontecendo... a proprósito: ou Luce é muito azarenta ou sua vida, desde o início, está/estava destinada a presenciar guerras, céus haha, a menina esteve na Itália fascista, na Segunda Guerra Mundial em Moscou e até nas guerras da Antigüidade haha, fala sério. 

Confesso que esperava algo como, em alguma vida, Luce descobrir que seu destino era Cam - ou pelo menos em algumas vidas. Na verdade ainda não entendi, e não ficou claro, a relação dela com Cam; a autora se perdeu e a relação dela (Luce) com ele (Cam) ficou incoerente se formos analisar os três livros. Deu pra entender porque Luce não explodiu ao ver a alma e a glória de Daniel, desta vez. Gostei, agora é só aguardar o desfecho da história, no próximo livro (qual o nome mesmo? haha).

Quotes:

Se, a princípio, nos desencontrarmos, não desanimes.
Se não me achares aqui, procura-me ali;
em algum lugar estarei esperando por ti.
Walt Whitman 
(pág. 9)

Era algo tão apaixonado que Luce corou; tão íntimo que ela não pôde respirar; tão lindo que não conseguiu desviar o olhar. Nem por um segundo.
(pág. 38)
Assistir a tudo isso desse novo ponto de vista proporcionou uma estranha clareza ao relacionamento deles. Era maravilhoso, mas tragicamente míope. Será que Daniel realmente amava Lucinda, e vice-versa, ou aquilo era apenas um ciclo do qual eles não conseguiam se libertar?
(pág. 137)

- Livre-arbítrio - Cam deu de ombros. - Está muito na moda ultimamente.
(Pág 183)

- Deixe de ser tão etnocêntrica. Isso significa pensar que sua cultura é superior às outras.
(pág. 252)

- Você me encontrou - sussurrou ela.
- Sempre.
(pág. 368)
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